1 de julho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Vale é a única brasileira no ranking de maiores pagadoras de dividendos do mundo

A mineradora Vale (VALE3) integrou a lista da dez maiores pagadores de dividendos do mundo no primeiro trimestre de 2022, segundo o relatório do Índice Global de Dividendos da gestora Janus Henderson. O relatório analisa trimestralmente as 1.200 maiores empresas do mundo por capitalização de mercado, que representam 90% dos dividendos globais pagos.

Os dividendos distribuídos no trimestre passado somaram US$ 3,6 bilhões. Embora tenha apresentado uma redução em comparação ao mesmo período de 2021, quando pagou US$ 4 bilhões, a Vale ainda conseguiu se manter na nona posição do ranking, sendo a única companhia brasileira da lista.

Quem liderou o ranking foi a mineradora australiana BHP (BHPG34), seguida da farmacêutica Novartis e da empresa de logística A.P. Moller–Maersk.

Integram também a lista das maiores pagadoras de dividendos do mundo a farmacêutica Roche, as empresas de tecnologia Microsoft e Siemens, a petrolífera Exxon Mobil, a companhia de telecomunicações AT&T Inc. e a Apple.

Estas dez empresas pagaram juntas US$ 56,3 bilhões em dividendos no primeiro trimestre de 2022, valor superior ao distribuído pelo grupo de empresas que liderou o ranking no primeiro trimestre de 2021, quando foram pagos US$ 51,4 bilhões.

O cálculo dos dividendos no índice é bruto, utilizando a contagem de ações prevalecente na data de pagamento e convertidos em dólares, utilizando a taxa de câmbio vigente.

Segundo o relatório da Janus Henderson, a mineradora BHP está a caminho de ser a maior pagadora de dividendos do mundo em 2022, pelo segundo ano consecutivo. Os proventos das empresas de mineração subiram 29,7% em todo o mundo, na base nominal, enquanto os dividendos das petrolíferas saltaram 31,8% na base subjacente (com ajustes devido ao efeito cambial e dividendos não recorrentes).

De acordo com a gestora, estes grupos foram impulsionados pela recuperação de empresas que haviam cortado os pagamentos em 2020. Para este ano, a perspectiva é de que as mineradoras contribuam significativamente com os dividendos, superando a marca de U$$ 100 bilhões pela primeira vez.

“Tanto o preço do petróleo quanto o do metal foram impulsionados ainda mais após a invasão russa da Ucrânia, ajudando a sustentar o crescimento dos dividendos nestes setores atualmente”, destaca o documento.

A Janus Henderson destaca que os proventos da BHP, de US$ 10,8 bilhões, representaram quase três quintos do total de dividendos no primeiro trimestre das empresas australianas. “O valor foi 70% a mais do que o total combinado de seus dividendos especiais e regulares no primeiro trimestre de 2021”, aponta a gestora.

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