Acredito que muitos não conheçam o PIA-Empresa, uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que investiga informações sobre as características estruturais básicas do segmento empresarial da atividade industrial no País, que utiliza como unidade de investigação a empresa industrial formalmente constituída, ou seja, aquela registrada no Cadastro Nacional da Pessoal Jurídica (CNPJ) e com a principal fonte de receita proveniente de atividade industrial. No dia 21 de julho o IBGE divulgou o último resultado do PIA-Empresa e as informações não são boas.

A periodicidade da pesquisa é anual e sua abrangência é nacional, com resultados divulgados para Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação. A série do PIA teve início em 1966 e atualmente a pesquisa realiza o levantamento de diversas informações econômico-financeiras, como receita bruta e líquida, valor da transformação industrial, número de empresas e de unidade locais, pessoal ocupado, gastos com pessoal, custos de operação industrial, aquisições e baixas do ativo imobilizado e outros aspectos das empresas.

O último PIA-Empresa, de forma direta, concluiu que no período de 2013 a 2019, a indústria brasileira perdeu 8,5% de suas empresas e 15,6% dos seus postos de trabalho. No ano de 2013, tínhamos 334,9 mil empresas, com 6,9 mil na Indústria Extrativa e 328 mil na Indústria de Transformação, o PIA apontava que 9 milhões de pessoas estavam ocupadas, sendo 227,4 mil na Indústria Extrativa e 8,8 milhões na Indústria de Transformação. Em 2019 os números foram 306,3 mil empresas, 6,3 mil na Indústria Extrativa e 300 mil na Indústria de Transformação, com 7,6 milhões de pessoas ocupadas, 192 mil na Indústria Extrativa e 7,4 milhões na Indústria de Transformação.

No mesmo período do PIA-Empresa, de 2013 a 2019, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) indicou para o Polo Industrial de Manaus (PIM) decréscimos de 29,78% na ocupação de mão-de-obra e 6,67% no quantitativo de empresas no setor industrial. Em 2013 a Suframa indicava 113,2 mil postos de mão-de-obra ocupada, informações prestadas por 480 empresas, e em 2019 o quantitativo indicado foi de 79,49 mil de média mensal, com 448 empresas. Em relação aos postos de trabalhos a queda do PIM foi bem maior do que o percentual apontado pelo PIA-Empresa para o Brasil.

Apesar dos números de 2019 apontar uma situação ruim, 2020 e 2021 parecem tomar um rumo diferente. No ano pré-pandemia, 2019, tivemos 79,49 mil postos de mão-de-obra ocupada no PIM. No primeiro ano da pandemia, apesar de todas as dificuldades, indicadores apontaram um crescimento de 2,32% na média da mão-de-obra, com 81,34 mil postos. Agora, nos primeiros 4 meses de 2021, a Suframa indica um aumento de 4,45% em relação ao ano passado, com o registro de 84,96 mil postos de mão-de-obra ocupada. Registrado também crescimento de 59,91% no faturamento, em relação ao ano passado, pois, de janeiro a abril de 2021, o valor obtido pelo PIM foi de R$ 48,21 bilhões, contra R$ 30,15 bilhões no ano passado e R$ 32,8 bilhões em 2019. 

Ainda precisamos usar máscara e álcool em gel. Ainda precisamos manter um certo distanciamento social e tomar cuidado com novas cepas que estão circulando no país. Também precisamos, e como precisamos, de mais vacinas, pois a pandemia ainda não acabou. Não há outro caminho para que possamos voltar ao nosso novo normal e reativar nossa economia. Vai dar certo.

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