9 de maio de 2021

Vagas temporárias seguem aquecidas em fevereiro

O número de contratações temporárias seguem mantendo o ritmo  em meio à crise econômica sanitária. O trabalho temporário fechou em fevereiro de 2021, com 301.460 vagas na modalidade. Levantamento da Associação Brasileira do Trabalho Temporário revela que o número corresponde a um aumento de 18,77% em comparação ao mesmo mês de 2020.

Os dados ainda são mais relevantes quando deste total de vagas temporárias geradas em fevereiro, mais de 66 mil foram convertidas em empregos permanentes, o que contribuiu com 16,5% do saldo positivo informado na última terça-feira (30) pelo novo Caged.(Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Conforme o presidente da entidade, Marcos de Abreu, o novo Caged destaca que o Brasil gerou um saldo positivo de 401.639 novos postos de trabalho em fevereiro deste ano, resultado de 1.694.604 admissões contra 1.292.965 desligamentos de empregos.

“A nova metodologia de captação do Caged adotada em janeiro deste ano passou a contar, por exemplo, com números do Trabalho Temporário, informados no código 106 do eSocial, o que contribui para o saldo positivo”,  explica o presidente da associação.

Oportunidade de efetivação 

Para a gerente de RH Elaine Cristina, esse tipo de contrato ganhou cada vez mais força, principalmente durante a pandemia. A maioria das agências opta por temporários. “A modalidade já vinha conquistando espaço antes da pandemia. Após a crise nos postos de contratações formais, a categoria disparou. Essa demanda aumentou bastante”.

A especialista conta que o percentual de seleção para esse tipo de vaga chega a 30% desde o início da crise sanitária. “As datas sazonais lideram a procura. Além das necessidades urgentes e pontuais a flexibilidade nesse tipo de contratação tem estimulado o mercado”. 

Ela afirma ainda que o crescimento na efetivação do profissional temporário tem mudado o pensamento de muitas pessoas que avaliavam a modalidade como uma ocupação por apenas alguns meses. “Isso mudou. A chance de se firmar no cargo é bem maior do que em anos anteriores”, diz ela. 

Mercado se mantém confiante 

A percepção da especialista está em sintonia com o que considera o presidente da Asserttem, ao afirmar que o formato de contratação  vem crescendo com a pandemia, “porque equaciona três cenários para as empresas: a incerteza quanto ao tempo que será necessário manter essa contratação; a emergência, porque é uma forma rápida e eficaz de contratar pessoal e assim não perder a oportunidade de atender as demandas do mercado; e a flexibilidade no prazo contratual”. 

Toda essa aposta reforça os indicadores de pesquisas que apontam resultados positivos. Em 2020,  essa tendência  cresceu 34,8% em relação ao ano anterior, gerando 2.002.920 vagas frente às 1.485.877 de 2019. Em janeiro, por exemplo, o aumento de 37% de oportunidades na modalidade em relação a igual período do ano passado, gerou 178 mil contratações. 

“A modalidade tem se mostrado uma excelente oportunidade para os trabalhadores que estão desempregados e que buscam por uma efetivação, pois trata-se de um trabalho formal que lhes garante todos os direitos trabalhistas como 13º, férias e FGTS”, concluiu o presidente da associação, Marcos de Abreu.

Na percepção dele, a indústria segue impulsionando as contratações, seguida pelo Agronegócio, pelo setor de Serviço e Comércio. “Além disso, nossas estimativas apontam que a taxa média de efetivação de 22%, alcançada no final de 2020, irá se manter neste 1º trimestre de 2021. Um resultado excelente, já que anteriormente a taxa girava em torno de 15%”, destaca.

Outro ponto importante, de acordo com Abreu, é que o período de duração do contrato temporário na Indústria, que era de 45 dias em média, será superior a 77 dias em 2021. “O período de contratação será bem maior para a Indústria conseguir atender o volume de demandas do mercado”, diz.

Foto/Destaque: Divulgação

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