Vagas de trabalho têm o melhor resultado para novembro desde 2013

Novembro foi o décimo mês seguido de expansão no saldo de empregos com carteira assinada, no Amazonas, em todas as comparações. O número (+1.589) foi o melhor para os meses de novembro desde 2013 (+2.089), mas a alta foi sustentada pelo comércio, já que indústria e serviços perderam força nas contratações. A conclusão vem da análise dos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados nesta quinta (19).

No confronto com outubro, o saldo avançou 0,35%, impulsionado pela criação de 1.589 empregos celetistas – depois dos 652 do mês anterior. Foi essa a diferença entre admissões (+11.635) e desligamentos (+10.046). No ano, 142.037 trabalhadores ingressaram no mercado de trabalho amazonense e 127.140 deram baixa na carteira, gerando alta de 3,34% em relação ao estoque anterior. Em 12 meses, a diferença entre contratações (+151.746) e demissões (+138.764) gerou alta de 2,90% (+12.982). 

Dos oito setores econômicos listados pelo Caged, cinco fecharam no azul em todas as comparações: indústria extrativa mineral, serviços industriais de utilidade pública, construção civil, comércio e agropecuária. Indústria de transformação e serviços caíram para o campo negativo no confronto mensal.

Na passagem de outubro para novembro, o maior saldo de vagas e a maior variação (+1,61%) vieram do comércio (+1.560), que respondeu por praticamente todos os postos de trabalho gerados no Amazonas. Agropecuária (+44 vagas) e (+1,01%) aparece em um distante segundo lugar. Nos acumulados do ano (-0,17% e -20) e dos 12 meses (-0,09% e -10), apenas administração pública encolheu. 

Sazonalidade e confiança

No confronto com outubro, a indústria de transformação do Amazonas cortou 26 empregos e enxugou o saldo em 0,03%, embora os acumulados do ano (+4,83% e +4.860) e de 12 meses (+3,86% e +3.777) permaneçam positivos. De seus 12 segmentos listados, apenas metade cresceu em todas as comparações: indústria mecânica; de material elétrico e comunicações; de madeira e mobiliário; de produtos farmacêuticos e veterinários; e de produtos alimentícios e bebidas. Os melhores números vieram de material elétrico (+94 vagas) e madeira e mobiliário (+1,11%). 

O vice-presidente da Fieam e presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Manaus, Nelson Azevedo, observa que a retração já era prevista, em função da sazonalidade do setor, cujo pico de atividade fica situado em outubro. “O país está avançando e a confiança, voltando. A indústria vem se recuperando, embora ainda trabalhe com capacidade ociosa e o saldo de empregos não venha no nível desejado. Estamos crescendo em 2019 e devemos ter um 2020 melhor ainda”, ponderou. 

Investimentos e repasses

Depois do tombo sofrido em outubro (-232 vagas e -1,07%), a construção civil do Amazonas se recuperou e avançou 0,13% no saldo de empregos celetistas, mas o número de postos de trabalhos gerados não passou de 27. O setor, contudo, ainda sustenta números expressivos nos acumulados do ano (+11,80% e +2.261) e dos últimos 12 meses (+7,91% e +1.570).

“É normal uma redução de ritmo no setor, nessa época. O que deve melhorar nesse período são as vendas do mercado imobiliário. Mas, a construção civil ainda tem problemas de baixo investimento em obras públicas e atrasos de três a quatro meses nas faixas 1 e 1,5 do Minha Casa Minha Vida”, avaliou o diretor de Relações de Trabalho do Sinduscon-AM (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas), José Carlos Paiva. 

Natal e MEI

Campeão na geração de postos de trabalho em períodos anteriores, o setor de serviços emendou o segundo mês de baixa (-0,02%) e foi o primeiro em cortes na comparação com outubro (-34 vagas). Os acumulados do ano (+2,55% e +5.351) e dos últimos 12 meses (+2,25% e +4.743) se mantiveram em alta. O maior saldo (+77 empregos) e a variação mais expressiva (+0,48%) vieram de serviços médicos, odontológicos e veterinários. Transporte e comunicações (-90) e ensino (-0,24%) amargaram os piores resultados. 

Já o comércio registrou seu segundo mês com saldo positivo de empregos em todas as comparações e alavancou os números globais do Amazonas. Avançou 1,61% no confronto mensal (+1.560 postos de trabalho), 1,99% no acumulado do ano (+1.935) e 2,47% em 12 meses (2.386). Diferente dos meses anteriores, o atacado (+0,80% e +142) também fechou no azul, embora bem abaixo do varejo (+1,79% e +1.418).

“O momento é o do varejo, que contrata mais para atender a demanda das festas de fim de ano. Tudo indica que o setor já está chegando perto da meta de crescer de 4% a 6% para o trimestre. No caso dos serviços, atividades ligadas ao comércio estão aumentando contratações, enquanto aquelas ligadas à indústria reduziram e migraram para MEIs [microempreendedores individuais]”, concluiu o presidente em exercício da Fecomercio-AM (Federação do Comércio de Bens e Serviços do Estado do Amazonas), Aderson Frota.

 

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