17 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Usiminas tem participação em siderúrgica reestatizada na Venezuela

O governo da Venezuela alegou que um impasse entre a Ternium-Sidor e os funcionários em relação a direitos trabalhistas e um novo contrato coletivo teria levado o Estado à reestatizar a indústria.

A reestatização da indústria siderúrgica Ternium-Sidor, anunciada pelo governo da Venezuela na quarta-feira, afeta também a Usiminas, maior siderúrgica brasileira, que tem 16,6% das ações do Consórcio Amazônia, empresa controladora da Sidor.
O Consórcio Amazônia detém 60% das ações da Ternium-Sidor. O Estado venezuelano tem 20% das ações, e os outros 20% são controlados por trabalhadores e ex-trabalhadores da indústria.
A Usiminas entrou no Consórcio Amazônia com a companhia argentina Techint em agosto de 2005, quando foi criada a empresa Ternium, destinada a exercer o controle das siderúrgicas Siderar (Argentina), Sidor (Venezuela) e Hylsamex (México).
O investimento da siderúrgica brasileira no consórcio foi de US$ 100 milhões, de acordo com informações da Usiminas.

Direitos
trabalhistas
A Ternium-Sidor, maior indústria do ramo na região andina, havia sido privatizada em 1997, dois anos antes da chegada de Hugo Chávez à Presidência da Venezuela.
O governo da Venezuela alegou que um impasse entre a Ternium-Sidor e os funcionários em relação a direitos trabalhistas e um novo contrato coletivo teria levado o Estado à reestatizar a indústria.
A Ternium-Sidor emprega 5,6 mil trabalhadores diretos e 4 mil indiretos.
A BBC Brasil procurou a Usiminas, mas de acordo com a assessoria de imprensa a siderúrgica não opinará sobre a decisão do governo venezuelano.
“A Usiminas considera prematuro fazer qualquer tipo de comentário ou levantar outras expectativas”, afirmou o assessor de imprensa Leonardo Steffano.

“Setores
estratégicos”
O governo venezuelano não descartou a possibilidade de que a Ternium-Sidor continue participando como acionista minoritária da empresa e afirmou que o Estado negociará o pagamento da indenização.
Desde o ano passado, Chávez vem impulsionando uma onda de nacionalizações de empresas consideradas “estratégicas” para seu governo “socialista”.
Na semana passada, o presidente da Venezuela Hugo Chávez, já havia anunciado a estatização do setor de cimento, dizendo que a indústria no país deveria seguir o caminho do socialismo.
Além da siderurgia e da indústria de cimento, petróleo, eletricidade e telecomunicações também integram o grupo de setores sob controle estatal.

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