28 de junho de 2022
Prancheta 2@3x (1)
Os valores pessoais de brasileiros no exterior já estão sendo mapeados por instituição que vizualiza não só o futuro, mas a exportação do presente. Brasil, País do Presente!

Os valores pessoais de brasileiros no exterior já estão sendo mapeados por instituição que vizualiza não só o futuro, mas a exportação do presente. Brasil, País do Presente!
Este é um dos bons signos da Globalização: admitir que estamos enredados pela identidade nacional! Os Estados Unidos fazem isso desde 1800: Aproveitam-se dos seus nacionais egressos para importar a informação de que carecem. Os portugueses já empregavam “o língua” para adentrar no conhecimento da alma do indígena dos países que desejavam assediar nas suas investidas coloniais.
Há alguns meses, a brasileira Anpei (Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras) divulgou o seu “Cadastro de Expatriados”, querendo estruturar uma base de dados de brasileiros no exterior, catalogados conforme a sua formação profissional.
Este seria um rol providencial para todos os empreendedores que necessitassem de um bom apoiamento para assim poderem fazer avançar os seus produtos e serviços noutros mercados, seja na América Latina, África, União Européia ou mesmo nos Estados Unidos, onde presumivelmente possuiríamos um excelente padrão de conhecimento do local.
Estabelecida com diversos órgãos governamentais, como uma parcela estratégica de rompimento com o mito da Ilha-Brasil, este Cadastro é uma componente a mais de um projeto voltado a inserir produtos brasucas no exterior.
Se contam com o acompanhamento dos ministérios da Ciência e Tecnologia, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, das Relações Exteriores e ainda da Apex (Agência de Promoção de Investimentos e Exportações), a presença do MEC nesta parceria é totalmente desconhecida por estes sócios tão poderosos.

Brasil que faz, Brasil que pensa
A ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) foi a proponente do Cadastro, porém parece não ter emprestado suficiente importância aos estudantes de pós-graduação brasileiros (muitos deles servidores públicos de universidades federais pagos por nós), um pessoal responsável justamente por buscar informações privilegiadas de diversas áreas de conhecimento lá fora.
Esta desconsideração do “Brasil que faz” com a intelectualidade pátria a serviço do “Brasil que pensa” parece ser mais um triste capítulo da também histórica desavença entre os setores público e privado da economia brasuca. Ninguém entende porque eles não se entendem.
Todos se beneficiariam se retirássmos as barreiras mentais.Aliás, diga-se de passagem que a própria denominação do setor industrial como “setor produtivo” da economia, perpassando a pressuposição de que os demais setores sociais, como turismo, serviços (de modo geral) ou a gigantesca área de pensamento profissional, seriam “improdutivos”, colabora para pôr a pique a ampliação da capacidade aglutinadora desta massa certa mas melíflua daquilo que se chamava, no passado, pomposamente, de Nação Brasileira. A identidade nacional somente tem a perder com esta terminologia boboca.
Todos poderiam se beneficiar se procurássemos retirar tais barreiras mentais, práticas ou teóricas, concretas ou discursivas, daquilo que vem segregando conhecimentos importantes e dividindo os setores da brasilidade, atirando valores diretamente para a lata de lixo, quando existe tanta insuficiência de recursos pensantes no meio empresarial.
Hospedados no sítio do Ministério das Relações Exteriores, agora interessado em ampliar a presença de professores-leitores brasileiros nas universidades estrangeiras, inclusive no Timor Leste conturbado, os dados do Cadastro de expatriados voluntários e uma certa idéia de brasilidade viceja, embora sob os augúrios de um nacionalismo ainda algo pouco sistemático para o seu objetivo fatal.
A Universidade, muito preocupada com o seu gigantesco umbigo, ainda nem vislumbrou a possibilidade de empregar a sua gente como os portugueses de 1700 faziam com os seus “línguas” nas colônias de antanho.
As universidades, aliás, somente se valem de experiência

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