Universidades investem R$ 4,9 mi em mestrados e doutorados no AM

As duas universidades existentes no Estado do Amazonas dispõem, juntas, R$ 470 milhões no orçamento deste ano. Sendo R$ 170 milhões da UEA (Universidade do Estado do Amazonas) e R$ 300 milhões da Ufam (Universidade Federal do Amazonas). Os investimentos na concessão de bolsas de estudos nos níveis de mestrado e doutorado em 2009 somam R$ 4,90 milhões dos recursos oriundos da Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas) destinados às universidades.
Segundo a reitora da UEA, Marilene Corrêa, quando a universidade foi criada o orçamento era de apenas R$ 1,5 milhão e R$ 20 milhões da receita atual é proveniente dos repasses do governo federal. “O aumento dos valores que a UEA tem para investir são reflexo da política do governo do Estado de elevar a participação da educação no desenvolvimento social, econômico e tecnológico do Amazonas”, disse Marilene Corrêa.
A reitora afirmou que “o Amazonas tem o quarto maior investimento em fomento de ciência e tecnologia do país e não foi por acaso, que a reunião da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) deste ano ocorreu em Manaus.” Um dos resultados práticos deste investimento é a Rede Bionorte, articulada pela UEA e Fapeam, em parceria com outras universidades públicas e fundações de amparo à pesquisa brasileiras. Somente esta rede de pesquisas gerou 27 novos doutorados entre diversas instituições de ensino superior federal do Brasil.
“A fundação prioriza a formação de profissionais com alto grau de instrução acadêmica e, por isso, tem um considerável volume de recursos para esse tipo de bolsas”, contou o diretor-presidente da Fapeam, Odenildo Sena.

Reitora informa que Ufam está operando no azul

Na primeira universidade federal do Brasil (Ufam) existem 18 unidades acadêmicas espalhadas pelo Estado. Os cursos de graduação na capital e no interior contabilizam 127 oportunidades de obter um diploma de nível superior. Na área de pós-graduação em nível de mestrado e doutorado, a Universidade Federal do Amazonas tem 39 cursos, com 1.100 alunos, enquanto o quadro de professores da instituição tem 400 profissionais com doutorado.
A recém-empossada reitora da Ufam, Márcia Perales disse que tem pela frente o grande desafio de gerir, pela primeira vez, uma instituição do porte da Ufam. Márcia é a primeira mulher a dirigir a Ufam e logo de início, teve que organizar a reunião anual da SBPC, ocorrida na terceira semana de julho, no campus da universidade.
“Estamos nos adequando aos processos de gestão e pegar assim um evento do tamanho da SBPC, precisou da importante parceria das instituições que compõem o sistema de ciência e tecnologia do Estado. Esperamos que o orçamento para 2009 corresponda aos nossos planos de expandir a universidade e levar as nossas ações para toda a população”, explicou Márcia.
O balanço contábil da instituição está operando “no azul” e o dinheiro que a Ufam tem para 2009 é suficiente para pagar todas as contas e ainda investir na capital e nas unidades do interior, explicou a reitora da universidade.

Enem abre universidade

O novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) aferido sobre os estudantes de nível médio foi enquadrado entre as formas de ingresso nas instituições de ensino superior em todo o país.
Na Universidade Federal do Amazonas, metade das vagas oferecidas estão reservadas para os aprovados no exame. Os outros 50% são para os estudantes classificados nas três etapas do PSC (Processo Seletivo Contínuo). Até o ano passado o PSC tinha 27% da reserva de vagas.
“Esse novo processo de seleção, através do Enem, prima o raciocínio e aprendizado e não a memorização, como ocorria até 2008”, enfatiza o gerente do ensino médio da Seduc (Secretaria de Estado de Educação e Qualidade de Ensino do Amazonas), Édson Melo. Ele declarou que a Seduc está direcionando a rede pública de ensino para adequar-se à nova forma de ingresso às universidades; e até 2010, a grade curricular das três séries do ensino médio (antigo segundo grau) estará adequada aos assuntos do Enem.

Pesos diferentes

A Universidade do Estado do Amazonas utilizará a nota do exame nacional como um componente da nota da primeira fase, que será composta por 20% da nota do Enem, mais 80% da nota da primeira prova do vestibular da UEA. O candidato poderá optar por utilizar ou não a nota do Enem. De acordo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), a prova será empregada em 43 municípios do Amazonas. A universidade estadual articula junto à Seduc e ao MEC (Ministério da Educação) uma proposta de utilização das provas nas cidades onde ela não será aplicada.

Pesquisa no interior

Marilene justifica a participação das comunidades ribeirinhas no processo de produção e conhecimento do saber científico, através das existências de 800 bolsas de pesquisa do interior do Amazonas. De acordo com ela, “a participação da universidade do Estado ainda é pequena, se considerarmos a imensidão no nosso Amazonas, e os programas de pesquisa e extensão da UEA estão voltados para atingir, também essas populações mais isoladas”. A Fapeam investiu, entre os anos de 2003 e 2008, R$ 158,98 milhões em desenvolvimento de pesquisa e formação de recursos humanos. Desse total, R$ 57,78 milhões foram destinados ao pagamento de bolsas de para estudantes de níveis que compreendem desde o 6º ano do ensino fundamental até o doutorado.
Entre janeiro e junho deste ano, a fundação destinou R$ 2,20 milhões para o pagamento de bolsas mestrado e R$ 2,70 milhões para bolsas de doutorado. Mais de cem organizações receberam recursos da Fapeam para bolsas de pós-graduação, sendo que 33% do dinheiro recebido pela Ufam e 14% pela UEA.

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