Universidade perde Narciso Lobo

O professor de comunicação social da Ufam (Universidade Federal do Amazonas) Narciso Lobo morreu na madrugada desta sexta-feira, aos 59 anos, de câncer, após vários meses de luta contra a doença. Doutor em ciências da comunicação e mestre em artes, Narciso Lobo era também escritor, imortal da Academia Amazonense de Letras e escreveu “Ficção política: o Brasil nas minisséries”; “A tônica da descontinuidade” e “Hoje tem Guarany”.
Lobo trabalhava no Decom/Ufam (Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Amazonas) há mais de 20 anos e participava de dois programas de mestrado da instituição: Sociedade e Cultura na Amazônia e Ciências da Comunicação.
De acordo com o professor, ex-reitor da Ufam e amigo de Lobo desde a época do ginásio, Walmir Albuquerque, o jornalista era um homem à frente de seu tempo. “Ele foi um profissional muito competente em todas as áreas que atuou, sempre teve muita efervescência, principalmente no campo de produção intelectual”, relembrou.
Ainda segundo Albuquerque, o professor Narciso sempre esteve presente em ações de cunho político, de diligências sindicais, além de importantes feitos durante toda a sua trajetória acadêmica. “Seus trabalhos universitários foram bastante significativos. A compreensão intelectual de comunicação ia muito além do âmbito regional, ou seja, o professor [Narciso Lobo] contribuiu bastante para a área de comunicação social nacional”, enfatizou.
Para o jornalista Valmir Lima, Lobo sempre exerceu um papel importante na vida acadêmica. “Ele sempre foi um homem que se mostrava apaixonado pelo saber e interessado em questões e movimentos sociais. Sabia transmitir seus conhecimentos de uma forma única”, destacou. Lima contou que o professor não era apenas um docente de academia, pois se envolvia nas greves e estava sempre engajado com as lutas sociais.
Outro amigo próximo era o professor Jacó Paiva, que também costumava participar nas questões acadêmicas junto com Lobo. “Ele era um exemplo de perseverança e com certeza contribuiu bastante também para assuntos comunitários. Narciso Lobo escreveu uma bela história na universidade e na sociedade amazonense”, declarou.
Para o jornalista José Dantas Cirino, a característica mais marcante de Lobo era a tolerância. “Como amigo, sempre me deu conselhos para evitar o estresse do dia-a-dia. Era um homem culto e que tinha grande capacidade de tolerância. Tinha muito bom humor e sempre estava alegre e feliz”, destacou emocionado.

Intelectual doava aos amigos os livros já lidos

O jornalista Marcos Santos destacou uma característica singular no intelectual Narciso Lobo, que era o desprendimento quanto aos livros que lia. Conforme Marcos Santos, Lobo passava adiante os livros já lidos por ele doando-os às pessoas que lhe eram próximas.
O professor Narciso Lobo era formado pela UFF (Universidade Federal Fluminense), especializado em psicologia do ensino/aprendizagem, mestre em cinema e doutor em ciências da comunicação.
Narciso Lobo foi docente do curso de comunicação social, do PPGSCA (Programa de Pós-Graduação em Sociedade e Cultura na Amazônia) e do PPGCOM (Programa de Pós-Graduação em Comunicação) da Universidade Federal do Amazonas. Foi chefe do Departamento de Comunicação Social, pró-reitor de Assuntos Comunitários e presidente da Adua (Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas).

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