Uma viagem ao fim do mundo sem sair de casa

Boa parte dos manauaras está isolada, dentro de casa, com medo de um inimigo invisível, então, que tal viajar para a Antártida nas páginas de ‘Antártida – cartas do fim do mundo’, o mais novo livro de Bruna Chíxaro?, recém-lançado pela Editora Valer. Interessante que o livro é formado por dez cartas que a autora escreveu para amigos durante viagem que fez ao longínquo continente gelado.

“Há no livro histórias de viagens que fiz para outros lugares incríveis, mas a viagem para a Antártida foi muito diferente e marcante para mim. O projeto do livro nasceu depois que retornei, a partir de textos que escrevi durante a experiência e que enviei para amigos e familiares. Todos os dias eu escrevia para uma pessoa diferente”, contou.

As experiências de Bruna com a literatura começaram quando ela estava com apenas 21 anos e lançou ‘Ana Bolena’, a história da polêmica segunda esposa do rei Henrique VIII, que fez com que a Inglaterra virasse protestante, mas depois acabou acusada de traição e até incesto, sendo no final decapitada. Agora, com ‘Antártida’, a autora ressurge mais madura, mais reflexiva e consolidando-se como uma revelação no cenário literário.

“As abordagens dela sempre são descomplicadas, apesar de muito explicativas e com informações inusitadas. Foi assim com ‘Ana Bolena’, hoje na segunda edição e, que apesar de uma história batida por inúmeros historiadores e escritores, ela mostrou algo novo nessa obra. E, de repente, agora, com ‘Antártida – cartas do fim do mundo’, Bruna volta com surpreendentes reflexões sobre a vida e que contribuem muito neste momento”, falou Isaac Maciel, editor da Valer.

“Bruna escreve para um público jovem, mas também encanta adultos, porque tudo é prazeroso nas suas observações pessoais e nas referências que faz a obras e escritores”, disse Neiza Teixeira, também editora da Valer.

“Temos duas formas de viagem da autora: uma que é o deslocamento do corpo ao último continente, que ela não conhecia. Essa viagem solitária até lá destaca a coragem da jovem. A segunda viagem é a interna e a mais importante. Essa é a mais profunda. Sabemos disso porque estamos passando por isso hoje”, completou Neiza.

Experiência mais marcante

A viagem de Bruna rumo ao continente gelado começou em Manaus, quando ela partiu para Buenos Aires onde se juntou com o restante do grupo que ainda voou para a cidade de Ushuaia de onde embarcaram num navio quebra-gelo para a expedição turística que durou dez dias.

“Como teríamos acesso aos nossos e-mails, tive a idéia de escrever as cartas e enviar para os meus amigos contando tudo o que acontecia no dia-a-dia. O intuito era fazer com que eles tivessem a sensação de estar lá comigo, ao mesmo tempo manter minha família tranquila em relação à minha segurança, pois eu estava lá sozinha”, revelou.

Apesar de já ter viajado por todos os continentes do planeta, Bruna concluiu que sua ida à Antártida foi a experiência mais marcante de sua vida. Ver o mundo selvagem, tal qual o início dos tempos, porém, no seu retorno, a jovem foi pesquisar mais sobre o continente e descobriu que a presença de navios em certas regiões daquela vastidão gelada pode causar grave perturbação à vida marinha. A crescente presença de embarcações alheias no habitat local pode alterar o ambiente sonoro natural, perturbando e pondo em risco a sobrevivência dos seres vivos.

“Foi quando percebi que a sustentabilidade é o maior valor da humanidade. A pergunta que nos bate na cara quando estamos na Antártida é: o que fizemos com o planeta?”, indagou.

Trechos do livro

“Eu vi uma baleia hoje! Grande e majestosa, nadando tranquilamente sem parecer ligar nem um pouco para o alvoroço que nós, humanos, estávamos fazendo ao contemplá-la”.

“Saudações, meu grande amigo! Estou completamente sem fôlego, enquanto escrevo esta carta, porque vim correndo até meu quarto, depois de vivenciar uma cena de filmes de terror (…) me deparei no corredor com duas crianças (…). Disseram-me que eu era a pessoa mais nova a bordo”.

“Como um lugar tão sem cores pode ser tão colorido? Até eu avistar a Antártida pela primeira vez, jamais imaginei que existiam tantos tons de branco, e olha que já passei meses obcecada com a escolha da tinta certa para as paredes do meu apartamento”.      

“Durante a manhã, resolvi participar do Mergulho do Urso Polar. Acontece num dos últimos dias em que a expedição está ancorada na costa antártica. Quarenta pessoas toparam o desafio de pular de roupa de banho nas águas congelantes. Coloquei meu biquíni e fui também”.

“Geralmente, as expedições turísticas para a Antártida começam em dezembro e terminam no fim de março. Depois disso, é tanto gelo, que fica praticamente impossível navegar”.

Serviço

“Meu desejo é que o leitor se sinta motivado para ir buscar suas próprias aventuras e sonhos”, finalizou.

‘Antártida – cartas do fim do mundo’ pode ser adquirido pelo site da Editora Valer (www.editoravaler.com.br) ou pelo WhatsApp (92) 9 9613-1113. Para Manaus, a entrega é gratuita e a obra está em promoção de pré-venda por R$ 32.

Fonte: Evaldo Ferreira

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