Uma rua chamada problema

Feiras e portos são parecidos no mundo todo: muita gente, muita movimentação, confusão, sujeira e o comércio de tudo o que se imagina.
Na Manaus Moderna não é diferente com o agravante de feira e porto estarem localizados num mesmo local o que duplica todas as características citadas acima. O engarrafamento de veículos nas ruas adjacentes, mas principalmente na que passa entre o prédio da feira e o porto (avenida Lourenço da Silva Braga), porém, tem sido o problema crucial enfrentado por quem vai até aquela região com o seu automóvel.
Cinco prefeitos já passaram por Manaus nos 19 anos de existência da feira (seis agora com Arthur Neto), houve ensaios de soluções para acabar, ou ao menos minimizar os engarrafamentos, mas foram eles que terminaram vencendo e permanecendo no local.
A Feira Municipal Cel. Jorge Teixeira, conhecida popularmente como Feira da Manaus Moderna, foi inaugurada em 1994, na administração de Amazonino Armando Mendes (1993 a 1994). Mal localizada, acabou com parte da beleza da (atualmente abandonada) praça Torquato Tapajós, popularmente conhecida como praça dos Remédios. “A praça já foi um belo logradouro que recebia aos domingos, feriados e ao cair da tarde, grande número de famílias, especialmente das ruas vizinhas, para passeios e bons bate-papos”, escreveu o historiador Carlos Zamith.
Mário Lino (nome fictício), vendedor de frutas na feira, disse que a avenida Lourenço da Silva Braga, até a altura da feira da Banana, fica intransitável praticamente todos os dias da semana, só reduzindo o movimento à noite. “Na segunda-feira é tranquilo, mas a partir de terça-feira, quem não quiser se estressar, não deve vir para cá com seu carro”, alertou.

Às vezes, fila tripla

“Uma portaria da prefeitura, de janeiro deste ano, define a proibição de circulação de veículos com PBT (Peso Bruto Total) acima de 16 toneladas na Zona de Máxima Restrição de Circulação (ZMRC 02)” – ver tabela abaixo –, disse Carmem Nogueira, assessora de comunicação do Manaustrans, mas parece que, na prática, a coisa não funciona. Se os veículos pesados sofrem fiscalização, os carros menos pesados tomam aquelas ruas, com caminhões abastecendo a feira com frutas, verduras, estivas; e caminhões baús trazendo as mercadorias que irão ser levadas pelos barcos para todo o interior do Amazonas.
O vendedor de “merendas”, Antônio Victor (nome fictício) tem uma barraca bem em frente à feira, no lado da rua que fica para o rio. “Aqui o pessoal só respeita quando os guardas estão aí. A partir das quatro horas da manhã começa a bagunça. Chega a ter fila tripla e tudo para. O trânsito só melhora depois das oito da noite”, afirmou.
“Agentes de trânsito estão, diariamente, fazendo a fiscalização nas seis entradas para a área central. Os principais acessos à ZMRC estão sinalizados com placas que indicam os dias, horários e peso permitidos para a circulação dos caminhões e carretas”, explicou Carmem Nogueira.
Até o dia 10 de abril o Manaustrans contabilizou o acesso de 356 veículos pesados às barreiras da ZMRC, sendo que 79 haviam sido autuados por descumprir a tonelagem permitida para a área.
Veículos que prestam serviços de utilidade pública na área central e que ultrapassem as oito toneladas, precisam retirar uma autorização provisória, válida por 30 dias, na sede do Manaustrans, localizada na av. Tefé, 850, Japiim I.
Condutores que cometerem infração de não obedecerem às normas serão punidos pelo artigo 187, inciso I, do Código de Trânsito Brasileiro (“Transitar em local/horário não permitido pela regulamentação”), com multa de R$ 85,13 e mais quatro pontos da habilitação.
“Nossos agentes orientam sobre os horários permitidos para a circulação dos veículos pesados. A multa ocorre somente com aqueles que não obedecem às nossas orientações”, concluiu o coronel Raimundo Encarnação, diretor de Operações do Manaustrans.

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