Que dia especial. Hoje Manaus completa 351 anos. E nesse clima de festa, quero comemorar essa data deixando registrado aqui o meu agradecimento a todos os moradores dessa poética cidade e dizer como eu a conheci pela primeira vez.

Há quase trinta anos faço parte da população dessa cidade. Nos primeiros dez anos morei na Avenida Cosme Ferreira, na Rua Visconde de Porto Alegre, na Avenida Boulevard Álvaro Maia, e atualmente nesse simpático e aconchegante Bairro de São José Operário, na Zona Leste de Manaus.

Não quero ser rotulado de saudosista, mas não tem como esquecer como eu conheci Manaus. O ano era 1991. Sou filho do interior. Vim fazer um “teste” no Centro Vocacional Salesiano (CVS). Fui aprovado. Quando lá cheguei, além do belo campo de futebol, dos bambuzais que formavam a paisagem bucólica do lugar, o que mais chamou minha atenção foi um quadro com os dizeres: 

“Fica decretado que, a partir deste instante, haverá girassóis em todas as janelas, que os girassóis terão direito a abrir-se dentro da sombra; e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde onde cresce a esperança.” (Thiago de Mello)

Aquele quadro estava fixado no corredor central do CVS, contribuindo com a harmonia e o clima sagrado do lugar. Um verdadeiro paraíso na terra, um convite à oração. Estava contemplando àquela obra de arte quando o Padre Diretor se aproximou e me perguntou se eu conhecia o autor daquele pensamento. Respondi que não. Foi então que ele iniciou um longo discurso, acho que por mais de duas horas.

O Padre me explicou sobre Manaus, o Teatro Amazonas, o Encontro das Águas, o Boi-bumbá, a Zona Franca, os Poetas da Madrugada, e no final daquela “palestra” ele me presenteou com o livro “Os Estatutos do Homem” de Thiago de Mello. Em seguida, no sistema de som interno do seminário, alguém colocou uma música para tocar, e o Padre Diretor voltou a falar: “Essa música é de um grupo de Manaus, e se chama Raízes Caboclas”. 

Foi assim que eu conheci Manaus pela primeira vez. Cidade da Zona Franca, dos bois Garantido e Caprichoso. Cidade de um povo trabalhador, hospitaleiro e solidário. Cidade de mulheres guerreiras, rica e próspera. Cidade do tambaqui, do jaraqui, da melhor culinária do Norte do Brasil. Cidade dos poetas Jorge Tufic, Celdo Braga, Chico da Silva, Zezinho Correia, Márcio Souza, Milton Hatoum, Tenório Teles…

Por fim, um recado e um pedido à aniversariante: Manaus, você não tem culpa pelos administradores do passado que tanto te fizeram mal, e do presente, que não te querem bem. Que Nossa Senhora da Conceição, Padroeira do Amazonas, abençoe o povo de Manaus a eleger um prefeito com visão futurística, onde o desenvolvimento econômico, humano, ambiental sejam harmonizados com à dinâmica da cidade, o espírito acolhedor, trabalhador e solidário do povo manauara. Parabéns Manaus! Viva Manaus!

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