Uma poética Manaus – Parte Final

Não poderia terminar de escrever sobre “Uma Poética Manaus” sem mencionar pessoas inesquecíveis que pela maneira de comportamento e atitudes fizeram ou fazem parte da história e da paisagem de nossa cidade. No campo educacional, quem não se lembra ou não conheceu a professora Martha Falcão e seu amor pela natureza? A professora Irecê Barboza e seus livros “Chão de Fábrica” e “Os anjos também surtam”?

Na música, quem não se lembra do levantador de toadas Arlindo Júnior, o eterno “Pop da Selva” e Klinger Araújo, o “Furação do Boi”? No campo da poesia, quem não conheceu ou não se lembra do poeta Luiz Bacellar e seus livros “Frauta de Barro” e “Sol de Feira”? No empreendedorismo, quem não se lembra de Samuel Benchimol e seu amor pela Amazônia?

Quem não conheceu ou não se lembra do maestro Claudio Santoro? Do historiador Mario Ypiranga Monteiro e sua incansável luta pela divulgação da História do Amazonas? Do padre salesiano Cânio Grimaldi? Do antropólogo salesiano Casimiro Beksta? Quem não se lembra do Senador Jeferson Peres e seu amor pela ética? Do ex-governador Gilberto Mestrinho, o que você sabe ou lembra dele?

Certamente à estória da dentadura dele que caiu no rio você conhece? Não? Então deixa eu te contar… Certa vez, ao visitar uma cidade do interior do Amazonas, a dentadura do governador Gilberto Mestrinho caiu no rio. Imediatamente um assessor sugeriu que ele contratasse alguns homens para procurá-la. Chegaram “os melhores mergulhadores da cidade”, homens simples, pescadores da região, mas que possuíam profundo conhecimento da “arte do mergulho”.

Diante daqueles homens, mesmo com muita dificuldade para falar, o Governador disse: “Quem encontrar a minha dentadura eu recompensarei com um cargo vitalício no governo”. Depois de muita procura sem nada encontrar, o líder dos mergulhadores, que também usava dentadura, teve uma ideia. Para se certificar de que seu plano passava credibilidade, chamou o assessor para um lado e pediu que transmitisse o seguinte recado ao governador:

– “Diga ao senhor governador que estamos cansados, à noite está chegando, o fundo do rio está muito escuro, certamente não encontraremos a dentadura dele. Vamos suspender à procura e retornaremos amanhã”. – “Não. Isso não. O Governador precisa da dentadura dele. Ele tem um comício daqui há pouco na cidade.” – respondeu o assessor. – “Então diga ao senhor governador que iremos fazer nosso último mergulho. Se acharmos bem, se não, paciência!” – disse o mergulhador com à convicção de que seu plano daria certo!

Todos os sete mergulhadores se jogaram no rio ao mesmo tempo sobre os olhares atentos e angustiados da comitiva. Depois de alguns minutos, qual não foi a alegria do Governador Gilberto Mestrinho quando viu aquele homem surgir do fundo do Rio Madeira com a dentadura na mão? Conta-se que no dia seguinte aquele mergulhador foi à capital receber sua recompensa, antes, porém, passou num dentista e mandou fazer uma dentadura nova!

Enfim, antes que você me acuse de saudosista, quero lembrar aqui algumas pessoas do presente, que estão vivas, trabalhando, nos mais diferentes seguimentos, lutando por uma Manaus melhor. Sobre essas pessoas, o que você sabe, já ouviu falar ou conhece sobre Chico da Silva? David Assayag? Nunes Filho? Nicolas Junior? Marcia Siqueira? Lucilene Castro? Evandro Luiz Ghedin? Amarildo Gonzaga? Braz José Cogo? Jussinildo Ferreira? Jonas Araújo? Ítalo Castro? Fabiola Gadelha? Valdir Correa? Gabriella Nunes? Lorena Simpson? Luís Philipe Ramiro Lemos?

Sobre o jornalista Fred Novas, o que você sabe, conhece ou já ouviu falar? Sobre a enfermeira Cristina Ramiro Lemos? José Maria? Caby Sicssú? Arlene Engrácio? James Batista? Wenderson Farias? Andrei Sicsú? Manuel Gois? Fabio Marques? Abrahim Baze? Luana Borba? Sirone Nascimento? Edileuza Belmont? Socorro Lira Barros? Nilton Carlos? Felix Valois? Celdo Braga? Luciano Manauara? Robério Braga? Thiago Mello? Tenório Teles? Márcio Souza? Milton Hatoum? Lúcia Inês Freire? Aderbal Lana? José Aldo? Zezinho Côrrea? Marcelo Gomes? Leandro Lima? e tantos outros que por questão de espaço não serão aqui lembrados.

Por fim, e não menos importante, precisamos conhecer e valorizar mais o trabalho e as produções desse pessoal. Só assim Manaus voltará a ser mais humanizada e essa humanização passa inevitavelmente pelo conhecimento e reconhecimento de seus filhos, ilustres ou não. Viva Manaus! Viva sua gente!

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