Uma poética Manaus – Parte 2

Desde quando aqui cheguei, no início dos anos 90 do século passado, três coisas jamais esquecerei dessa cidade que amo de paixão: o calor, a acolhida, e o trânsito.

Não tem como negar, o calor é uma característica marcante da nossa cidade. Quem aqui chega pela primeira vez, logo sente os efeitos da temperatura. No entanto, essa “quentura” logo é superada pela acolhida. Sem querer parecer arrogância de minha parte, em nenhuma outra cidade do país o visitante é tão bem acolhido como aqui em Manaus.

Nesse sentido, quando desembarquei no Aeroporto Eduardo Gomes pela primeira vez pensei que estava chegando numa cidade da Europa. Mas na medida em que o táxi foi se distanciando, o trânsito foi ficando congestionado, carros de mão do tamanho de uma mesa de pingue-pongue carregados de frutas, legumes e peixes tomavam a metade da pista; motos na contra mão, ruas esburacadas, lama, esgoto à céu aberto exalando odor de fossa, fizeram-me mesmo pensar que estava chegando numa cidade do interior, e não na capital do Amazonas.

Assustando, perguntei a mim mesmo: é isso que é Manaus, à cidade do poeta Thiago de Mello, Jorge Tufic, do Grupo Raízes Caboclas, Carrapicho, do filósofo Braz José Cogo, Evandro Ghedin, do escritor Márcio Souza, Milton Hatoum, do Teatro Amazonas, do Encontro das Águas, da praia Ponta Negra?

Desculpa quem pensa o contrário, mas tanto tempo já se passou e a cidade de Manaus ainda é a fotografia real daquela época. Acrescente-se a tudo isso, os constantes assaltos, assassinatos, drogas, violência contra a mulher, estupros; falta de água na cidade, o comércio informal, o desemprego, a mendicância nas ruas…

Uma pena! Manaus precisa melhorar em todos os aspectos. Manaus merece tempos melhores. Merece gestores públicos melhores. Por tudo isso, na próxima eleição, e nas próximas…, vote em candidatos que defendam a República, e não em candidatos que priorizam os interesses individuais, os amigos, os familiares, os grupos que o apoiam.

Os residentes de Manaus merecem uma cidade melhor. Uma cidade harmonizada com o passado e conectada com o futuro. No mínimo, uma cidade mais humana, justa e que ofereça oportunidades para todos.

Uma cidade não será uma cidade se o seu gestor não tratar com dignidade as crianças, os adolescentes, os jovens, os idosos. Não existe outro caminho: a saída é o cuidado com as pessoas, o zelo pela coisa pública, o trabalho coletivo, o respeito mútuo. Nesse sentido, Manaus ainda precisa ser humanizada em todos os aspectos!

Por fim, e não menos importante, à beleza de uma cidade recai, também, sobre seus moradores. Todos querem uma cidade melhor; saúde, segurança, transporte, moradia, qualidade de vida; todavia, é preciso zelar pelo patrimônio público, votar em candidatos “ficha limpa”, comprometidos com a ética, só assim Manaus será uma cidade melhor para todos!

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