8 de março de 2021

Uma brutalidade que precisa ser extirpada

Na véspera do Natal, dia em que famílias estavam unidas, revestidas de bondade e compaixão, amando-se uns aos outros, buscando a paz nestes tempos difíceis, fomos todos surpreendidos pela trágica notícia do feminicídio que vitimou a juíza de Direito Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, brutalmente esfaqueada pelo ex-marido e pai de suas três filhas menores.

Trata-se de um crime hediondo, que se caracterizou por uma forma extrema de crueldade, cometido por um homem tomado pelo ódio que, possivelmente, achava que havia perdido sua “propriedade”.

“Toda mulher tem direito a uma vida livre de violência” – com essa bandeira, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, através de seus órgãos administrativos e, sobretudo, de seus magistrados, ratificou o seu compromisso de fortalecimento da rede estadual de enfrentamento à violência contra a mulher neste estado, cujo trabalho em equipe com diversos órgãos parceiros vem permitindo um efetivo acesso à Justiça aos casos de violência doméstica e feminicídio.

Números do Observatório Judicial da Violência contra a Mulher (banco de dados criado pelo TJ-RJ) mostram que, no ano de 2019, 143 novos casos de feminicídio chegaram ao conhecimento da Justiça fluminense e, em 2020, 68 novos casos. Cada um deles traz uma história de vida de uma mulher, de uma vítima, que não pode ficar impune!

Que o crime que vitimou a juíza Viviane seja um divisor de águas, iniciando-se a maior campanha de todos os tempos contra a violência doméstica e familiar contra a mulher erradicando-se, de uma vez por todas, essa chaga do nosso Brasil!

A juíza Viviane, tida como uma pessoa de docilidade que transparecia a todos, mãe e magistrada exemplar, mereceu de seus pares manifestações não apenas de reconhecimento e pedidos de punição exemplar ao seu algoz, como também mereceu referências de exemplo, como uma situação que não pode mais se repedir na sociedade.

Afinal, não vivemos mais em uma época medieval.

Que Deus possa nos abençoar!

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