Um respiro necessário para a Zona Franca

A empresa brasileira Mondial, que fabrica eletroportáteis e eletrônicos leves na Zona Franca de Manaus (ZFM), anunciou que comprou a fábrica da Sony no modelo. A multinacional japonesa havia decidido sair do PIM, fechando sua unidade em Manaus após 50 anos de operação e despedindo-se do país a partir de 2021.

Fechar fábrica na Zona Franca é sempre motivo de preocupação para as autoridades e a população amazonenses. Hoje, o Polo Industrial de Manaus é a principal fonte de empregos e de arrecadação do Estado. Mas também deve ser motivo de incentivo saber que ainda há empresas, aqui instaladas interessadas em expandir os seus investimentos na cidade, utilizando-se dos incentivos fiscais.

A Mondial informou que irá produzir três novas linhas, de televisão, de ar condicionado e de micro-ondas, empregando mais de 400 pessoas até o segundo semestre de 2021. Deve absorver e contratar os mais de 200 trabalhadores e trabalhadoras da Sony, que iriam se somar aos mais de 286 mil desempregados hoje no Amazonas.

É preciso manter a defesa da Zona Franca de Manaus e investir na atração de novas fábricas, com geração de emprego, e não apenas substituir as empresas que já estavam aqui.

Também é preciso buscar em paralelo outras matrizes econômicas para o Estado, como investir nos polos do turismo, do pescado, da moda, da indústria digital e 4.0, utilizando-se de todo o potencial e da biodiversidade da região.

Ainda assim, é sempre revigorante ver uma grande empresa, como a Mondial, ampliando seus investimentos no modelo instalado no Amazonas, sempre atacado por interesses de outros Estados e até por autoridades federais.

Lutar contra as investidas que visam desidratar o modelo e contra eventuais danos causados pela Reforma Tributária, que ameaça os empregos no Amazonas, deve ser a missão não apenas da bancada federal, do governador e do prefeito de Manaus, mas também das lideranças empresariais e dos trabalhadores e de todos os que direta ou indiretamente dependem da Zona Franca de Manaus, aqui e alhures.

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