Nas proximidades do Dia das Mães, nossa Caixa de Mensagens enche-se, diariamente, com propaganda de lojas anunciando o presente ideal para nossa mãe. Com o passar dos tempos, nota-se que as ofertas de presentes evoluíram, de simples utilitários para objetos sofisticados, e que, apesar de as lojas ainda caírem no esquema do presente doméstico da linha branca, tais como, geladeira, máquina de lavar e outros, objetos modernos vêm se ajuntar. E é um tal de enviarem ofertas de notebooks, tabletes, aparelhos de DVD, as quais fazem acreditar que o prestígio intelectual de nossa mãe subiu na opinião dos marqueteiros. 

O que está acontecendo no mundo do comércio? E o que está acontecendo com nossa concepção do presente ideal para aquela que nos deu a vida? Sim, porque apesar dos avanços tecnológicos, do progresso da ciência com o bebê gerado em laboratório, da maternidade programada, nossa mãe continua sendo aquela que dedicou nove meses de sua vida gestando seu filho. Seu físico e seu psiquismo passaram por transformações que mudaram sua maneira de ver o mundo, enquanto nos esperava, a nós que nos tornamos seu centro gravitacional. Ela, sempre velando por nós noite e dia, em noites mal dormidas, alimentando-nos e cuidando para que crescêssemos fortes e saudáveis. Da mesma forma, nossa mãe continua sendo aquela que nos criou e que nos deu o seu amor, mesmo que, por acaso, não nos tenha gestado, fisicamente.  

Diante dessas reflexões, perguntamo-nos, então, qual seria o presente ideal para nossa mãe no dia que lhe foi consagrado?! Não que estejamos querendo compensar-lhe pelos cuidados que nos dedicou ao longo da vida. Mesmo porque, será que os presentes mais evoluídos fariam justiça ao seu imenso amor e a sua dedicação para que chegássemos ao ponto em que estamos? Será que presentes em promoção nas lojas mais sofisticadas seriam suficientes para rendermos homenagem àquela pessoa que continua sendo cantada como “minha mãezinha querida, mãezinha do meu coração”? 

Certa vez, uma propaganda inspirada, daquelas que acontecem uma vez na vida, mostrou uma filha chegando com um bonito par de sapatos de presente para sua mãe. A mãe, gentilmente, o rosto iluminado transbordante de alegria, foi abraçando a filha, dizendo, “Ah, minha filha, mas o presente melhor foi o prazer de sua visita”. E o sapato foi colocado de lado, talvez naquele momento esquecido, superado pelo calor dos afagos, das palavras carinhosas trocadas por mãe e filha. 

Nesses tempos de modernidade, felizmente é possível, mesmo à distância, darmos a nossa mãe algo parecido com o “prazer de nossa visita”, quando lhe enviamos uma mensagem instantânea de qualquer parte do mundo, quando chegamos mesmo a conversar com ela, virtualmente, dizendo-lhe, “Feliz Dia das Mães, Mamãe”! Esse sinal de vida do filho é muito mais poderoso do que qualquer tablete ou outro objeto que a propaganda das lojas nos impõe, pois é algo que vem do coração, cheio de amor, fazendo-nos sentir de novo a criança que fomos um dia para nossa mãe. 

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