Um país plural, que deve continuar assim

A maioria dos brasileiros não está diretamente envolvida na discussão em torno da união entre pessoas do mesmo sexo, nem no debate sobre a crescente influência dos evangélicos na política nacional. Estas são bandeiras de dois grupos que neste momento se engalfinham porque têm visões radicalmente diferentes da vida em sociedade.
Esta maioria equidistante dessas discussões é a garantia de que o país vai continuar plural, permitindo que minorias e maiorias convivam em relativa harmonia.
Neste último final de semana, por exemplo, os dois grupos em questão foram às ruas. Em Manaus e em outras capitais os evangélicos realizaram a já tradicional Marcha para Jesus. Reuniram entre 300 e 500 mil pessoas, segundo as avaliações mais pessimistas e mais otimistas. Em São Paulo, um número semelhante de pessoas foi às ruas participar da também já tradicional Parada Gay. Ambas as comunidades se manifestaram livremente.
Os evangélicos têm seus arautos, entre os quais se destacou nos últimos meses o dublê de pastor e deputado Marcos Feliciano. Na outra ponta a inquieta cantora Daniela Mercury acabou assumindo involuntariamente a liderança da luta pelos direitos dos homossexuais.
Nos dois extremos há radicais. Estes são os mais perigosos. Mas são os moderados, que admitem pelo menos o contraditório, que podem ajudar aquela maioria de que falamos no início deste texto a manter a discussão em termos civilizados.
Pode-se dizer que este é o maior desafio surgido nos últimos tempos para mostrar se a Nação Brasileira vai mesmo se firmar como plural, libertária e pacífica.
Aos veículos de comunicação caberá um papel fundamental neste contexto. Se concederem aos dois lados o mesmo espaço e mantiverem suas linhas editoriais na imparcialidade, estarão colaborando para consolidar a liberdade de opinião, credo e opção sexual no país. Se penderem mais para um ou outro lado, estarão incentivando o radicalismo e encaminhando a Nação para o conflito.

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