Um mercado rentável a ser explorado

Cada vez mais a carne, o leite e os demais produtos que podem ser obtidos a partir dos ovinos e caprinos estão sendo apreciados no Brasil e no Exterior. Inclusive, no que diz respeito ao mercado interno, a demanda é bem maior do que a oferta. E se juntarmos isso ao fato de o país possuir grande quantidade de terra, matéria-prima e mão-de-obra acessível, as possibilidades de sucesso e rentabilidade estão garantidas.
 Hoje, temos um dos maiores plantéis do mundo, com 26,5 milhões de cabeças, de acordo com o IBGE. Apesar disso, nosso consumo está muito além da produtividade.  Segundo dados da (Associação Brasileira de Criadores de Ovinos), nossas propriedades ficam devendo, anualmente, mais de 32 mil toneladas de carne ao mercado interno. Diante da falta de produtos, o varejo acaba recorrendo à produção de outros países, como o Uruguai, nosso maior fornecedor.
Tal fato só atesta o potencial que o mercado brasileiro possui. Há um grande campo para estender nossas ações internamente, apenas esperando pelo produto. Para quem intensificar a própria produção ou decidir investir na criação de ovinos e caprinos com qualidade e tecnologia, o retorno será garantido, pois não faltarão compradores.
 Além de haver este déficit na produção, que impede o país de suprir a demanda interna, há também um hábito de consumo ainda pouco explorado pelo marketing do setor. No Brasil, o consumo anual do produto é de apenas 0,7 quilos por habitante, menos da metade dos nossos vizinhos argentinos, com 1,5 quilo per capta, e 56 vezes menos que os neozelandeses, maiores consumidores do mundo, com 39,7 quilos por habitante.
Este dado, no entanto, apresenta boas perspectivas de mudanças. Há dez anos, o consumo anual da carne do setor era de 200 gramas per capta, 500 gramas a menos que hoje. Com a crescente demanda, alguns profissionais do setor já apontam para um futuro próximo, onde o consumo por habitante chegará a um quilo por ano.
A falta de produtos não é uma questão apenas da produção de carne. A caprinocultura leiteira, por exemplo, carrega um déficit de 4.000 toneladas por ano na produção, que hoje é de 22 mil toneladas. Ou seja: 15% da demanda interna de leite caprino estão entregues nas mãos dos produtores de outros países.
 Não apenas a produção de carne e leite, mas a pele e a lã dos animais também têm grandes demandas. Para se ter uma idéia, hoje são produzidas no Brasil 14 mil toneladas de lã e 7.000 toneladas de couro, que abastecem basicamente a indústria têxtil. Isso ilustra a versatilidade comercial que a ovinocaprinocultura detém, que, inclusive, vai além de seus produtos e subprodutos. O manejo desses animais permite, por exemplo, a criação consorciada com bovinos e bubalinos. Isso é comum na raça caprina Boer, criada em consórcio com bubalinos, e na ovina Santa Inês, com bovinos.
 Muitos bovinocultores já perceberam as vantagens em diversificar a produção, ainda mais com os vendavais do bloco europeu, e estão investindo no consórcio em prol da capitalização da propriedade. Com um ciclo curto de produção, ovinos e caprinos exigem pequenas áreas para a criação e pouca mão de obra, além de não atrapalharem outras criações e cultivos da propriedade.  Isto, em tempos de terras com valores altos, é uma vantagem grandiosa.
Os setores governamentais também notaram a chance que o país tem na ovinocaprinocultura. Órgãos, como a Embrapa, estão ­investindo ostensivamente em pesquisa de seleção genética para o aumento da produtividade. Além disso, bancos públicos e privados hoje abrem linhas de créditos ­específicas para o setor e fomentam o aumento dos rebanhos por todo o país.
Com a ploriferação de ações como essas, será possível reforçar a produção brasileira e suprir o mercado interno. Além disso, poderemos extravasar as fronteiras da pecuária nacional, assim como a bovinocultura de corte.
Os hábitos de consumo estão mudando. O consumidor busca cada vez mais cercar-se de alimentos mais saudáveis, com baixo colesterol e alto poder nutr

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