9 de maio de 2021

Um jornal acolhedor para Manaus, coração da floresta e das águas

Ao tempo em que comemoramos mais uma volta completa pelo Sol do Jornal do Commercio, quero expressar minha gratidão ao acolhimento que recebo desde as primeiras linhas que escrevi, semanalmente, neste periódico.

Dizem que os articulistas contribuem com suas opiniões, mas, num ano de tantos desafios, como o de 2020, escrever só foi possível, pois, do outro lado, no Editorial, havia uma Equipe disposta ao abraço das ideias, no exercício de bem produzir a notícia na velocidade dos fatos.

Aliás, a figura do botafoguense Adalberto representa bem o carinho desta Casa, que, há mais de um século, valoriza a essência do Jornalismo em prol do dinamismo econômico amazônico.

O ano de 2021 inaugura, a partir do novo Marco Regulatório de Saneamento, prioridades claras aos novos gestores eleitos democraticamente à Prefeitura de Manaus. Não haverá mais espaços aos projetos de remediação.

Ao feroz atendimento da segunda onda da Covid-19, nosso precaríssimo sistema de saúde pública municipal e estadual receberá, concomitantemente, parcela significativa da população que buscará tratamento de outras doenças, entre elas, àquelas de veiculação hídrica, em função das paupérrimas taxas de saneamento básico de nossa Capital.

Por força de Lei, caberá aos novos secretários de Limpeza Pública e do Meio Ambiente apontarem uma solução definitiva para o tratamento de resíduos sólidos da cidade, pois, lixões/aterros remediados não serão mais permitidos nas capitais brasileiras, a partir de janeiro de 2022.

Espera-se uma discussão transparente com a população sobre o tema de forma a que desenhamos saídas seguras que passem pelo licenciamento de novos aterros sanitários, incentivo à “mineração urbana” a partir da diversificação local das indústrias de reciclagem, erradicação de lixeiras viciadas e cuidado e recuperação de nossos igarapés urbanos e suas áreas de proteção permanente.

Da mesma forma, caberá ao Poder Público municipal pactuar com a empresa concessionária dos serviços de abastecimento de água e tratamento do esgoto a abertura da sua planilha de investimentos, considerando metas que permitam a universalização do acesso à água potável por todos os manauaras e seu completo tratamento sanitário após o uso, para além de coletar e taxar o esgoto e despejá-lo in natura nos igarapés, e no rio Negro, autodepuradores.  

A meta de se alcançar, em 2024, 40% da cidade atendida por sistemas de tratamento de esgoto eficientes e outorgados é factível e depende de atitude política de nossos gestores eleitos.

Investir em saneamento é política pública de saúde preventiva, poupando recursos valiosos em infraestrutura dispensáveis quando vivemos numa cidade que promove saúde e não privilegia remediar doentes.

Aquela que já fora considerada a “Veneza dos Trópicos”, pois, Manaus vive em respeito ao regime das águas, merece, como atrativo turístico mundial, receber de seus cidadãos e administradores, melhor cuidado ambiental. Não há ou haverá, economia forte e sustentável se não vivenciarmos em nossa cidade a qualidade ambiental das relações entre a floresta, o homem e a água.    

Afinal, a cidade Coração da Floresta e das Águas, se bem cuidada, poderá, em breve, com o esforço de todos nós, público e privado, receber o “selo planetário” da única cidade com mais de 2 milhões de habitantes, que escolheu ser o Centro Turístico e Econômico da Zona Franca de Manaus (o sexto PIB nacional) com o maior território preservado da floresta amazônica por hectare natural.

Quero agradecer o suporte editorial do Grupo Jornal do Commercio e as privilegiadas revisões dos textos/artigos proporcionadas pelos Amigos Jornalistas Marcus Stoyanovith e Roque Reis.

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