São poucos os seres humanos que vivem a benção de completar um século de existência. Estes são abençoados, escolhidos por Deus para viver a história, em diversas fases. Menos ainda são aqueles que marcam a sociedade com a sua existência durante período tão longo.

Mário Guerreiro certamente é um desse escolhidos, que viveu e vive uma longa e profícua história de amor com Manaus e com o Amazonas.

Neste século de existência, Mario Guerreiro tem reconhecida a importância de sua visão de futuro. Não se calou nem titubeou em dizer ao poder público que a indústria confia em si mesma, na força produtiva de soluções e riqueza que nos define.

Sua visão de futuro incorporou sempre o pleno emprego. E, coerente com sua história de vida e de luta, indicou que a saída está no interior, no manejo inteligente dos recursos naturais, na exploração sustentável de nossas vocações mais sintonizadas com as demandas da Humanidade.

Depois de tantas realizações, nosso centenário líder defende que se desenvolvam as bioriquezas da Amazônia, um levantamento precioso e detalhado para levantar a ocorrência de espécies de alto valor agregado e a melhor forma de seu aproveitamento perene. O que significaria isso para o Brasil senão a transformação do Amazonas na capital mundial da Bioeconomia da Sustentabilidade?

Foi essa sua intuição original quando se voltou para as fibras de juta e malva – de olho na Interiorização da economia – antes da chegada da Zona Franca de Manaus. Fibras naturais seriam o sucedâneo dos tempos perdidos com a falta de gestão do poder constituído para a perenidade do Ciclo da Borracha. Durante muitos anos insistiu com nossa bancada parlamentar, infelizmente diminuta e fragmentada no contexto amazônico, para substituir a sacaria de exportação de café e outros produtos agrícolas de exportação com fibras plásticas por sacaria de juta. Isso empinaria definitivamente a atividade.

Muito antes da moda ambientalista, focou na sustentabilidade. As fibras regionais consorciadas com algodão, linho e seda, dariam insumos à diversificação à indústria de uniformes profissionais de Manaus, a BDS, Bicho da Seda, uma produção de classe mundial, que é nosso orgulho nativo. Para observar os avanços do maior produtor mundial de juta, a Índia, Mario Guerreiro apoiou pesquisas comparativas e de inovação tecnológica de alunos das universidades locais.

Foi idealizador do Centro da Indústria do Amazonas. Em 10 de agosto de 2019, data de fundação do Centro da Indústria do Estado do Amazonas, proferiu o discurso de criação da entidade.

Mario Guerreiro, por sua caminhada de dedicação ao Amazonas, a toda região Amazônica, para inserir nossa economia numa política nacional de desenvolvimento, integrados e identificados com a brasilidade, merece todas as homenagens e a gratidão eterna dos amazonenses.

Parabéns, centenário cidadão do Amazonas!

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