Um amazonense para dirigir a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica

A Associação PanAmazônia, com apoio de mais de 40 entidades, empresários e políticos dos estados que compoem a Amazônia brasileira, apresentou a proposta de candidatura para o cargo de Secretário-Geral da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica – OTCA, do amazonense Belisário Arce, que trabalhou na OTCA como chefe de gabinete por ocasião da instalação da sede permanente da entidade em Brasília, no início dos anos 2000. 

Serão necessários dois passos para conslidar a indicação de Arce, primeiro, a formalização da candidatura pelo presidente da república Jair Bolsonaro; segundo, a concordância unânime dos demais Países Membros que Integram a OTCA: Guiana, Bolívia, Equador, Colômbia, Suriname, Venezuela, Peru e Brasil. 

Em ofício assinado por quatorze senadores da região amazônica e enviado ao presidente Jair Bolsonaro, foi destacada a importância do trabalho de Belisário Arce para o cargo de Secretário-Geral da OTCA, no fortalecimento da cooperação regional e no desenvolvimento socioeconômico da Amazônia.  “O senhor Belisário Arce goza de nossa inteira confiança, o que, juntamente com seus demais atributos, nos motiva a interceder a seu favor“, escreveram.

A eleição acontece durante reunião de ministros de Relações Exteriores dos países membros e o nome indicado pelo “presidente da vez” precisa ser aprovado por unanimidade. O mandato atual termina em janeiro de 2022 e, pelo sistema de rotação o próximo chefe da entidade deve ser indicado pelo Brasil ou Guiana.

Apoio geral

Em campanha pelo cargo há dois meses, Belisário Arce recebeu o apoio de importantes entidades empresariais locais que reconhecem suas competências e emprenho em prol da cooperação, da integração e do desenvolvimento socioeconômico da Amazônia. “É de lamentar-se que um Organismo internacional que se dedica, exclusivamente, ao tema da cooperação amazônica não tenha em seus quadros de dirigentes nenhum profissional oriundo da Amazônia”, destacou Arse.

É o único organismo internacional sediado no Brasil e sua história remonta ao Tratado de Cooperação Amazônica – TCA, assinado em Brasília, em 1978, pelos Presidentes da República do Brasil e representantes de Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, com a tarefa de promover a cooperação multilateral em inúmeros temas relevantes para a região. A Secretaria Permanente foi instalada em Brasília no ano de 2003. Apesar de seus nobres objetivos, a Organização tem tido dificuldade em cumprir sua missão, provável razão de ser tão pouco conhecida.

Envolvimento pela causa

A OTCA tem sido conduzida por indivíduos sem conhecimento nem envolvimento com temáticas amazônicas, muito menos compromisso com a solução dos problemas da região. “Acredito que meu esforço, total dedicação, múltiplas funções que desempenhei, foram muito relevantes e contribuíram para o fortalecimento institucional da Organização. A propósito, quando ingressei na OTCA, a equipe era composta por meia dúzia de pessoas e nenhuma de suas coordenações temáticas estava instalada. Quando saí, havia dezenas de funcionários, toda a estrutura organizacional estava em pleno funcionamento. Parte disso foi minha contribuição ao apoiar, com total empenho, o trabalho da Secretária-Geral de então”, afirmou Arce.

Proposta relevante

Arce vislumbra tornar a OTCA em um instrumento útil para a sociedade amazônica, em especial para promover o desenvolvimento socioeconômico da região. Isso só é possível com um processo de “amazonização” desse Organismo multilateral. “Tenho um projeto prático e de fácil execução que pode, rapidamente, tornar a OTCA muito relevante tanto para os países membros quanto para a sociedade amazônica, o qual poderá ser implementado com apoio de uma rede pan-amazônica de indivíduos, instituições, governos locais e empresas compromissados com o desenvolvimento da Amazônia e que  este seja, emprestando as palavras do grande e saudoso Professor Samuel Benchimol, ‘economicamente viável, ecologicamente adequado, politicamente equilibrado e socialmente justo’. Cabe sempre lembrar que a prosperidade regional é a chave para solucionar os problemas sociais e ambientais da Amazônia. Sem prosperidade o drama não terá fim”, disse.

 Segundo Belisário, um dos problemas cruciais que irá se empenhar para reverter, é a falta de recursos orçamentários, que tem levado a OTCA a recorrer, indevidamente, a contribuições de países não-membros, como é o caso da Alemanha, para financiar suas atividade, o que enseja dependência do dinheiro dos europeus e a interferências na agenda, em claro confronto aos interesses do Brasil e, em especial, da sociedade amazônica.

“Quero crer que  o trabalho que realizo, há mais de uma década, na Associação PanAmazônia, que só tem sido possível graças ao apoio de todos associados e amigos da organização não governamental, é testemunho de minha honestidade de propósitos em favor dos anseios de cooperação, integração e prosperidade regionais. Saliento que não tenho interesse no status do cargo, mas, sim, exclusivamente, nas possibilidades de fazer algo de útil pela sociedade amazônica. Asseguro-lhes que não medirei esforços, e que trabalharei com máximo empenho e denodo, por um futuro digno para nossa Amazônia”, concluiu Arce.

Foto/Destaque: Divulgação

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