O Coordenador da Unidade Gestora da Copa do Estado (UGP-Copa), Miguel Capobiando, falou ao Jornal do Commercio sobre o legado de 2014 para Manaus. Para ele, apesar de não estarem na Matriz da Copa, o monotrilho e BRT são algumas das heranças que serão deixadas pelo mundial. Além disso, ele garantiu que não há a menor possibilidade de a Arena da Amazônia se tornar um elefante branco.

Jornal do Commercio – Como está o andamento das obras da Arena da Amazônia?

Miguel Capobiango – O relatório que eu estou usando ainda é da semana passada, antes do feriado. Nele estamos com 62% das obras concluídas. Tivemos um acréscimo significativo em função do início da preparação da estrutura metálica. São peças metálicas em forma de X que serão lançadas em seus locais definitivos. Essas estruturas estão sendo soldadas no chão e quando forem erguidas já estão na posição certa. Até o meio da semana que vem começaremos a lançá-las já em seus locais definitivos. Estamos dentro do cronograma previsto. A previsão é concluir esta parte metálica no fim de outubro.

JC – E quais foram os custos da obra até agora?

Capobiango – R$ 550 milhões, que é o valor de contrato.

JC – Muito se fala sobre a possibilidade da Arena se tornar um elefante branco. O que será feito para evitar que isso aconteça?

Capobiango – A UGP não é a gestora da Arena depois de pronta. Na realidade, nós estamos verificando junto à SEPLAN a melhor forma de operação e viabilidade econômica para a Arena. Elefante branco não há a menor possibilidade de se tornar. Ela será utilizada não só para jogos, mas também para eventos, congressos, convenções, todo tipo de reunião religiosa. Além disso, ela será operada por um operador independente. A intenção é que a Arena passe a integrar um complexo de entretenimento com todos os equipamentos que já estão disponíveis no entorno, como o Centro de Convenções que vai estar pronto até o fim do ano.

JC – Com a retirada do BRT e do monotrilho da matriz da Copa, quais serão os legados que ficarão para a cidade ?

Capobiango – O BRT e o monotrilho continuam sendo legados da Copa porque nós só tivemos acesso ao financiamento deles por causa da Copa. Se não fosse o mundial nós não teríamos acesso a esses financiamentos robustos como são o do BRT e do monotrilho. Fora isso, temos outros investimentos grandes. Talvez o maior investimento da Copa seja o Linhão (de Tucuruí). No Linhão são mais de R$ 3 bilhões que o governo federal está investindo em termos de conexão de energia elétrica para a cidade de Manaus. A banda larga, que vem com o Linhão, é outro legado importante da Copa. A conexão para celulares 4G, que vai chegar em Manaus até dezembro, é legado da Copa – as cidades-sede serão as primeiras a receber. A ampliação do aeroporto é legado da Copa. O novo projeto do Porto de Manaus, que está sendo feito pelo Dnit, é legado da Copa. O porto não vai estar pronto para a Copa, mas é legado já que o recurso para investir no porto foi separado pelo governo federal graças à Copa. Em termos de legado, a Copa vai deixar Manaus com um volume significativo de investimentos que vai deixar a cidade com uma estrutura muito melhor. Agora nem todos esses legados vão estar prontos para a Copa, como é o caso do monotrilho e BRT e do porto de Manaus.

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