Ufam reúne entes públicos em prol da revitalização de prédio da Faculdade de Direito

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) realizou na tarde desta terça-feira, 18, uma visita técnica para a inspeção aos ambientes interno e externo do prédio da sede centenária da primeira universidade do país, a Faculdade de Direito, também conhecida como a “jaqueira”. O prédio está localizado no entorno da Praça dos Remédios, no centro da capital, e há anos ex-alunos e ex-professores do curso de Direito realizam um movimento denominado “Salve a Jaqueira!”, em prol da revitalização do prédio que em janeiro completou 108 anos.

De acordo com o reitor da Ufam, professor Sylvio Puga, a partir de agora a Universidade está retomando as obras de revitalização da Faculdade de Direito. “Daqui se originou a Universidade Livre do Amazonas que veio a se tornar a Ufam, então nos da Universidade Federal do Amazonas, com Movimento Salve a Jaqueira, com Iphan, prefeitura e governo do Estado, vamos procurar fazer uma grande ação de forma que este prédio seja colocado a serviço da população”, informou.

Ainda não há um projeto definido para o uso dos espaços da Faculdade, mas segundo a reitoria da Ufam, existem vários projetos em discussão junto com o Movimento Salve a Jaqueira, que só serão definidos após as obras serem concluídas no local.

Para a reforma do prédio em primeiro momento a instituição usará recursos próprios, para as obras emergenciais, logo após a Ufam mobilizará recursos externos para fazer a reforma completa do prédio. “Tudo vai depender da mobilização de recursos, ainda não chegamos num valor exato devido a importância histórica do prédio, mas nós juntos com o Iphan vamos definir tudo isso após a vistoria”, comentou o reitor.

Segundo a superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Karla Bitar, até o momento foram feitas obras emergenciais no telhado do prédio, o próximo passo será fazer um diagnóstico para avaliar toda a reforma do prédio. “Nós estávamos acompanhando as obras emergenciais, e a execução das obras visa que o imóvel não se degrade, após isso ai sim faremos a restauração efetiva e uma readequação para que ele possa ser reaberto a sociedade”, explicou Karla.

Participaram da inspeção aos ambientes internos e externos do prédio representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Ministério Público Estadual (MPE), Tribunal de Justiça do Amazonas, além da Prefeitura de Manaus. O Corpo de Bombeiros e o Governo do Estado não enviaram nenhum representante ao local.

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