UE elogia EUA e pede acordo para encerrar Doha

A Comissão Européia elogiou a disposição dos Es-tados Unidos de reduzir os subsídios agrícolas e pediu a todos os membros da OMC (Organização Mundial do Comércio) que “se comprometam” a fim de encerrar a Rodada Doha para a liberalização do comercial mundial.
O porta-voz de Comércio, Peter Power, afirmou em entrevista coletiva que o órgão executivo da UE (União Européia), parabenizou os Estados Unidos por terem declarado pela primeira vez a disposição de retomar as negociações de Doha ao aceitar o corte de subsídios agrícolas proposto pela OMC.
Power explicou que a medida representaria, para Washington, admitir as propostas apresentadas em julho pelo presidente do comitê de negociações agrícolas da OMC, o neozelandês Craw-ford Falconer, para desbloquear a rodada.
O texto de Falconer estabelecia que os Estados Uni-dos deveriam fazer um corte de entre 66% e 73% dos subsídios que fornece aos agricultores.
O porta-voz disse que a UE esteve comprometida com as propostas de Falconer desde que elas foram divulgadas.
“Nós a apoiamos desde o princípio e queremos que todos os países se comprometam. Esperamos poder fechar com sucesso a rodada” de Doha, afirmou.
Segundo o texto apresentado em 17 de julho, a União Européia deveria reduzir entre 75% e 85% as ajudas internas à agricultura, o que as limitaria para um valor máximo de 27,6 bilhões de euros ao ano.
A agricultura é o tema mais polêmico das negociações de Doha, pois os países em desenvolvimento -liderados por Brasil e Índia- reivindicam que a UE e os Estados Unidos reduzam os apoios a seus produtores e suprimam as barreiras às importações agrícolas.
União Européia e Estados Unidos, no entanto, querem que os países emergentes abram seus mercados aos produtos industriais.
A Rodada de Doha co-meçou há seis anos com a intenção de liberalizar os mercados para expandir o comércio mundial e ajudar os países menos industrializados.

Impasse comunitário

Na semana passada, Peter Mandelson, comissário de Comércio da UE, pediu a todos os países negociadores -incluindo os do bloco- a cederem “o máximo possível” para fixar acordos urgentes e garantir o sucesso da Rodada Doha.
Mandelson disse à comissão de Comércio In-ternacional do Parlamento Europeu que tanto os países em desenvolvimento quanto os ricos devem se esforçar nos dois próximos meses para chegar a acordos.
No mesmo dia, no entanto, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, defendeu a “prefe-rência comunitária”. Sarkozy se mostrou partidário da retomada das negociações “com bases sãs e objetivos claros” e exigiu “reciprocidade’’ do resto dos membros da OMC.
O presidente francês afirmou que a Europa não deve renunciar à defesa de “sua agricultura de produção, sua alimentação”, nem deve deixar de proteger “a qualidade sani-tária e ambiental” do setor.
Sarkozy disse ter informa-do a Índia, Brasil, China e Argentina, entre outros, que a “Europa não mostrará mais ingenuidade” nas negociações para a liberação comercial.

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