Uber expande seus serviços de entrega

De olho nas demandas geradas pela crise do COVID-19 – e pela queda no número de corridas – a Uber quer se adaptar. E, para isso, a empresa está expandindo os seus serviços. Agora, além dos serviços de transporte e entrega de comida, a empresa passa a oferecer delivery de pacotes, remédios e suprimentos para animais de estimação.

As iniciativas levam os nomes de Uber Direct e Uber Connect. O primeiro permitirá que os usuários comprem itens de revendedores selecionados e que serão entregues diretamente na casa do usuário, funcionando como uma extensão do Uber Eats, mas focada em um delivery que envolve suprimentos não-alimentares. O Uber Direct tem, por exemplo, parerias com a Cabinet, de Nova York, para o fornecimento de medicamentos que não exigem receitas. Ou com a Greencross na Austrália, para a entrega de produtos para animais de estimação, a partir de clínicas como a Pet Barn, City Farmers e Greencross Vets com serviço no mesmo dia.

Além disso, em Portugal, a Uber fechou uma parceria com a versão local dos Correios para transporte e entrega de encomendas. A companhia também começou a enviar suprimentos médicos para sul-africanos que estão expostos ao COVID-19, a partir de uma parceria com o departamento de saúde na região de Western Cape e a Fundação Bill e Melinda Gates. Segundo a companhia, mais de 25 mil pessoas já receberam remédios sem precisar sair de casa.

Uber Connect

Já o Uber Connect possibilitará que as pessoas enviem suprimentos e outros itens de assistência para amigos e familiares – expostos à pandemia ou não. O serviço está disponível em 25 cidades dos EUA, além de México e Austrália. O método de entrega será o "contactless", ou seja, não haverá contato entre o profissional e o consumidor, para garantir que não haja contágio.

Em seu blog, a Uber afirma que as duas iniciativas é aumentar o leque de empregos para, segundo a empresa, "ajudar os motoristas a encontrar trabalho, algo essencial nos dias de hoje" e facilitar a entrega de suprimentos em época de crise.

"Nosso foco na segurança é inabalável, e continuamos comprometidos em armar nossos motoristas e entregadores com as informações necessárias para ajudá-los a permanecerem seguros", afirmou a empresa em sua página. "Lançamos uma série de novos recursos e políticas para ajudar a proteger sua saúde e segurança, incluindo entrega sem contato, fornecimento de suprimentos de saúde em regiões de alto risco e muito mais. O Uber Direct e o Uber Connect evoluirão com o tempo, à medida que aprendermos a atender de maneira mais eficaz e sustentável às necessidades de empresas, motoristas, entregadores e consumidores".

Além disso, não é primeira vez que a Uber expande seus serviços logísticos. Em 2015, a empresa chegou a criar um projeto para entregas em geral, chamado Uber Rush. No entanto, em outra frente, a empresa está encarando uma batalha judicial em alguns locais onde atua. O exemplo mais notório é a Califórnia, onde os motoristas da companhia (e também da concorrente Lyft) exigem o pagamento de mais de US$ 630 milhões em salários atrasados. Isso porque, segundo a nova lei de trabalho do estado, eles deveriam ser classificados como condutores contratados.

Fonte: Redação

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