8 de março de 2021

Turismo na Amazônia precisa de infra-estrutura, diz ministra

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Plano Nacional de Turismo 2007-2010 tem como meta o fortalecimento do mercado interno, gerando 1,7 milhão de empregos no setor até 2010, segundo Marta Suplicy.

O transporte aéreo e a liberação de emendas parlamentares dos Estados –total previsto é de R$ 26 milhões– foram as maiores preocupações dos deputados da CAINDR (Comissão da Amazônia Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional), expostas na audiência pública que abordou os recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para o turismo na Amazônia.
O evento aconteceu na manhã de ontem e contou com a presença da ministra do Turismo, Marta Suplicy. A audiência atendeu aos requerimentos da presidente da CAINDR, deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), e da deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP).
Esclarecendo que não há uma PAC para o turismo na Amazônia, mas um Plano Nacional de Desenvolvimento, no qual a região está fortemente inserida, a ministra disse ter consciência que o setor na região não vai se desenvolver se não contar com uma boa infra-estrutura de transporte regional e mais linhas aéreas internacionais. “Estamos pelejando para isso acontecer”, ressaltou a ministra.

Audiência anterior

Marta Suplicy considerou que o fato da CAINDR ter definido, em audiência pública anterior, fazer o levantamento junto aos Estados das linhas aéreas prioritárias a serem criadas, vai facilitar o trabalho do Ministério do Turismo. “Estamos fazendo este trabalho e depois poderemos checar as demandas localizadas”, explicou Marta.
Com relação à liberação de emendas, a ministra informou que tem a garantia do governo que todas serão liberadas em dezembro. Mas ressaltou que acha o prazo longo e que está fazendo um grande esforço para antecipar essa liberação. Segundo Marta Suplicy, em 2010 cerca de 50 milhões de chineses estarão viajando pelo mundo. “E o Brasil tem um acordo recente com a China que o credencia como destino desses turistas. Além disso, pesquisas revelam que o oriental não busca prioritariamente sol e praia, e sim belezas naturais. Aí, a Amazônia entra fortemente. Mas temos que nos preparar. Temos que proteger, preservar e ao mesmo tempo criar infra-estrutura na região”, reconheceu.
Para a ministra, as florestas, os rios, a biodiversidade e a cultura da região amazônica são atrativos sem comparação com nenhum outro lugar no mundo. “Todos os nove Estados da Amazônia Legal têm belezas a oferecer que enchem os olhos dos turistas nacionais e estrangeiros, hoje assustados pelo aquecimento global e pela escassez da água no mundo”, disse Marta.
A ministra avaliou a Amazônia também como uma grande opção do turismo nacional. “Além de ser uma importante âncora para promover o destino do Brasil no exterior, a Amazônia é a região que a maioria dos brasileiros quer conhecer. O século 21 será marcado pelo turismo ecológico e sustentável. e a Amazônia é ouro puro neste campo”, destacou a ministra.

Viaja mais

O Ministério do Turismo estará lançando no próximo mês de setembro o Programa Viaja Mais – Melhor Idade, criado para gerar demanda turística no período de baixa ocupação da rede hoteleira e garantir o setor aquecido o ano inteiro. Segundo a ministra, a Amazônia foi escolhida como um dos roteiros desse programa, destinado a aposentados e pensionistas. Ela informou ainda que hoje no Brasil há 80 milhões de aposentados, e que 16 milhões viajam muito.
O programa vai oferecer pacotes e preços promocionais e financiamento com juros abaixo de 1% ao mês. Serão usados recursos do FAT (Fundo do Amparo ao Trabalhador).

Pedido a projeto de lei é unânime

Na audiência pública Transporte Aéreo na Amazônia, realizada na tarde de ontem pela Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional em parceria com a Comissão de Turismo e Desporto, os debatedores presentes foram unânimes em pedir que seja colocado em pauta o projeto de lei 7199/02, do Senado, que cria uma espécie de subsídio à aviação regional na Amazônia. “A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) é executora deste projeto e quer muito que ele seja colocado em votação”, explicou Alex Castaldi Romera, representante da agência .
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