Turismo de olho no legado da Copa

De olho no setor de serviços, em especial o turismo regional, governos federal, estadual e municipal, investem na infraestrutura da capital amazonense, sede da Copa de 2014. De acordo com o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo é natural o interesse pela maior floresta em pé do planeta com 98% de área preservada. “O setor de serviços, principalmente o turismo desperta no mundo inteiro uma curiosidade natural pela Floresta Amazônica. Agora com a Copa a infraestrutura que permite a ampliação desse serviço será ampliada na rede hoteleira a capacidade de receber eventos nacionais e internacionais”, afirma.
O ministro recorda que no ano passado participou de um evento de engenharia em Manaus, cuja federação tem sede em São Paulo, e que realizou o congresso em Manaus. “Também participei do Congresso Internacional de Jornalistas presidido por um italiano que foi realizado aqui em Manaus”, citou.
Segundo o ministro, a cidade de Manaus começa a atrair turistas, e gera naturalmente o desenvolvimento de outras atividades regionalizadas. “Quem sabe a indústria de transformação ligada aos produtos da natureza, também se desenvolva nesta região. Isso também é um interesse do país, um interesse internacional, um interesse do turista”, frisa.
Rebelo afirma que o país vai gerar 3,6 milhões de postos de trabalho para a realização da Copa 2014 e da Olimpíada de 2016, que beneficiará as cidades sedes. “Eu acho que há uma expectativa grande. O Brasil com a Copa e a Olimpíada criará três milhões e seiscentos mil novos empregos. É possível e é provável que uma parte disso fique na Amazônia”, acredita.
O ministro do Esporte Aldo Rebelo visitou na manhã de quinta-feira (18), o canteiro de obras da Arena da Amazônia, estádio da Copa do Mundo Fifa 2014, em Manaus. Agora em tom mais descontraído, ele finalizou a coletiva de imprensa. “Quem sabe à caipirinha de limão se incorpore também a caipirinha de cupuaçu e de outras frutas da Amazônia”, sugere Rebelo.
De acordo com o governador Omar Aziz, a visibilidade de uma cidade revitalizada ultrapassa fronteiras de forma positiva, atraente aos turistas. Em contra partida, há uma preocupação com a logística de chegada e saída de turistas na capital e em todos os demais municípios do Amazonas, ricos em turismo ecológico cultural, mas de difícil acessibilidade. “Não basta à cidade ter uma infraestrutura hoteleira ou locais para visitar. É necessário viabilizar a chegada do turista até aqui. Sabemos como é caro a passagem de avião, depende de muitos investimentos além da infraestrutura, precisa investir muito na logística para ter pessoas vindo para Manaus”, lamenta.
Omar alerta para as questões ambientais e de sustentabilidade, que vem emperrando vários projetos licitados e com verba aprovada, que deveriam estar em obras no Estado do Amazonas, estão parados por conta da lentidão na análise e parecer do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), por exemplo. “Quando escutamos as pessoas falarem sobre alternativas econômicas para a Zona Franca, não podemos esquecer que no Amazonas hoje quase nada pode ser feito por questões ambientais, por questões de legalidade. O dinheiro que o Estado gasta para fazer um projeto arqueológico do IPHAN demora meses”, alerta.
Pesquisa realizada entre jornalistas estrangeiros que possivelmente irão cobrir a Copa de 2014 no Brasil revela a vontade de conhecerem em primeiro lugar o Rio de Janeiro, que segundo o governador é natural por ser uma cidade bem divulgada internacionalmente, São Paulo vem em segundo lugar e Manaus pelo fato de que os jornalistas estrangeiros querem conhecer a Floresta Amazônica e não vêm pelo futebol aqui praticado. “Nós sempre dissemos que Manaus poderia ser uma das sedes da Copa do Mundo não pelo futebol, mas pelo que poderíamos oferecer em termos de sustentabilidade, em questões ecológicas e de preservação do meio ambiente, o resultado da pesquisa confirma isso”, esclarece.
Segundo o prefeito Arthur Neto, os trabalhos de recuperação da cidade são realizados de duas formas. Há obras realizadas exclusivamente pela prefeitura ou pelo Governo do Estado. E outras são feitas de forma conjunta, a fim de dar celeridade ao andamento, agregando maior número de recursos para que o resultado seja satisfatório. “O Estado faz uma parte, a prefeitura faz outra e muitas coisas fazemos em conjunto, para que não se perca essa oportunidade”, frisou.
Arthur garante que as obras físicas e de visibilidade da capital amazonense serão o maior legado da Copa do Mundo de 2014. “Porque nós temos que deixar algumas obras físicas, como legado. E nós também temos que deixar algumas obras que não são físicas como o ganho com o turismo internacional. No intelecto do manauara ao apreender línguas estrangeiras como inglês e espanhol. E a obra física maior, além do Estádio Arena da Amazônia, que poderia ser melhor aproveitado se fosse coberto, é a mobilidade urbana com a implementação do sistema de transporte BRS, que será um dos legados da Copa de 2014. E que foi projetado para ser incorporado ao sistema de transporte BTR do governo do Estado”, declara Arthur Neto.

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