Turbulência só vira crise se sair da esfera financeira

Hoje, os mercados de todo o mundo abriram em queda brusca após o banco francês BNB Paribas ter anunciado, na quinta-feira, o congelamento dos saques de três fundos que aplicavam recursos em operações hipotecárias americanas.
Como há fortes indícios de inadimplência no mercado de “subprime” (empréstimos considerados de alto risco), os investidores têm receio de manter suas aplicações e preferem retirar seus recursos desses investimentos. A iniciativa provocou problemas de caixa em várias empresas e fundos que operavam esses créditos. Apesar do nervosismo no mercado, o ministro reforçou que só é possível falar em crise se o crescimento mundial e o resultado das empresas for afetado. “Enquanto não afetar a produção e o nível de atividade eu não considerarei uma crise”, disse o ministro Guido Mantega. Ele lembrou que em maio do ano passado ocorreu turbulência similar, que não durou duas semanas.
Para Mantega, a instabilidade atual terá pouco efeito no Brasil porque o sistema financeiro nacional não possui operações no mercado de crédito imobiliário norte-americano. O ministro voltou a afirmar que os fundamentos da economia são sólidos para enfrentar a volatilidade. Entre eles, citou as reservas internacionais de quase US$ 160 bilhões, superávit em conta corrente (que representa as principais transações no Brasil com o exterior) e na balança comercial. Ele negou ainda uma possível mudança na política de redução das taxas de juros.
“A nossa taxa de juros serve só para regular a inflação. Como a inflação está no centro da meta, não há nenhuma razão para a mudança na política monetária. Não afeta (a turbulência dos mercados). Afetaria há dez anos atrás, quando não tínhamos reservas e queríamos manter os capitais externos para não ter desequilíbrio em conta corrente”, avaliou Mantega
O ministro disse estar confiante que após a passagem da turbulência dos mercados, o Brasil será beneficiado com a expansão de investimentos e, possivelmente, com o “investment grade” (grau de investimento, nota dada pelas agências de risco para os países considerados mais seguros ).

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