Tuma deve propor acareação entre usineiro e suposto laranja de Renan

A medida visa apurar as denúncias de que o peemedebista teria usado terceiros na compra de um grupo de comunicação em Alagoas. Em carta encaminhada ao corregedor, Uchôa se mostrou disposto a participar da acareação e prestar esclarecimentos ao Conselho de Ética do Senado. “A acareação é necessária. É uma situação delicada, que tem de haver esclarecimento”, disse o corregedor Romeu Tuma.
O corregedor está em Maceió (AL), onde ouviu os depoimentos de Lyra e Luiz Carlos Barreto, que foi diretor-executivo do jornal adquirido supostamente pelo usineiro e por Renan. Depois de ouvir o depoimento de Barreto, Tuma disse por telefone que está “mais delicada” a situação de Renan. Segundo o corregedor, Barreto não apresentou provas, mas fez uma série de acusações que “comprometem” o presidente do Senado. Tuma disse ainda que recebeu documentos e recibos repassados por Lyra, nos quais existiriam comprovações de assinaturas de Uchôa. O corregedor ainda não analisou o material.

Barreto manteve a versão de Lyra sobre a participação de Renan na sociedade oculta, com o uso de laranjas na compra do grupo de comunicação. O ex-diretor do jornal disse que houve uma reunião entre Lyra, Renan Calheiros e o empresário Nazário Pimentel -que teria vendido as empresas para o senador ao lado do próprio Barreto- para definir a participação de cada um dos sócios no negócio.
Na carta encaminhada ao corregedor, o empresário afirma que tomou conhecimento pela imprensa das “descabidas acusações” feitas por Lyra envolvendo o seu nome. O usineiro afirma que Uchôa e Carlos Santa Ritta foram usados por Renan como laranjas na compra do grupo de comunicação. Tuma disse que Lyra não apresentou documentos que comprovam a participação do senador na operação de compra de um grupo de comunicação em Alagoas por meio de laranjas. Segundo o senador, Lyra entregou apenas um papel assinado por Renan, em nome do Senado, sobre a renovação da concessão de uma das rádios que integram o grupo. Mas teria apresentado uma pasta com documentos de Uchôa que comprovariam o envolvimento do senador no esquema.
Os peritos do Instituto de Criminalística da Polícia Federal constataram que os supostos compradores de carne das fazendas de Renan Calheiros integram uma rede de “laranjas” que inclui empresas inativas e pessoas físicas que, sem renda, apresentaram declaração de “isentos” à Receita Federal em 2006. As conclusões da Polícia Federal foram reforçadas por um relatório da Coordenadoria de Inteligência Fiscal da Secretaria de Fazenda de Alagoas.

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