Tudo dá Trabalho. O segredo é eliminar o que dá trabalho e não traz resultado

O X da questão é até onde vamos para sair da nossa zona de conforto? 

Pode parecer difícil fazer renúncias para se chegar em algum lugar. Ficar sem salário, parar de sair, de comprar roupas, passar a comer por sobrevivência e não por prazer, enfim, parar de viver. Quantas pessoas reclamam que não têm dinheiro pra investir, mas é só sair o novo Iphone que o sujeito tá lá comprando? Assim como é ralado abrir mão de certas coisas hoje pra pensar em um futuro melhor, também é ralado não fazer isso. A maioria das pessoas ainda possui aquele pensamento imediatista, de querer tudo pra ontem e querem saber como eu vejo isso? 

O sujeito ganha uns R$ 2000 – vamos usar esse valor de exemplo – acha que trabalha muito para ganhar tão pouco (e pode ser verdade), vive com o orçamento estourado na planilha porque gasta até o talo. E quando precisa fazer alguma renúncia ele diz: – Ahh!! esse é meu único prazer, eu trabalho muito, eu mereço!.  

Eu te pergunto, quanto desses R$ 2000 você separou para investir no seu crescimento profissional, pra se especializar em algo que seja mais rentável, fazer um curso para pleitear a vaga X que te permitirá uma vida melhor? Você acaba passando 4, 5, 6 anos nesse emprego até de repente ser demitido ou pedir demissão porque se sente frustrado. E sabe qual foi a única coisa boa que você se permitiu nesse período? “Aquele seu prazer, aquilo que você merecia!!!” Ou seja, anos se passaram e nesse período você teve exatamente o que você achava que merecia!!  

Quanto desses R$2000 você reservou para começar o seu negócio, realizar o seu sonho? Eu conheço pessoas que vivem falando em sair do emprego e ser seu próprio patrão, mas nunca tentaram nem meio período. Cumprem o horário no emprego e quando chegam em casa, estão acomodados demais para investir algumas horinhas a mais porque qualquer coisa que será feito esse dia, dará frutos em um futuro ainda incerto. Há um outro tipo que trabalha exclusivamente em seu negócio, não consegue fazer dinheiro suficiente para pagar as contas, mas sexta-feira às 17h encerra o expediente e só volta na segunda-feira, como se estivesse vivendo o “American Dream”. 

Eu preferia que não tivéssemos dificuldades para nos sobressairmos e que não precisássemos trabalhar como escravos para ter sucesso na vida, mas infelizmente esse é o único caminho possível para algumas pessoas. Empreender é difícil, mas não é impossível e por isso eu quero apresentar para vocês uma história que me surpreendeu, não só como empreendedora, mas pela perspicácia da pessoa de ter sabido aproveitar a oportunidade e meter a cara na busca da realização dos seus sonhos. Esses dias eu estava lendo sobre como a faxineira Luana de Jesus aproveitou o auxílio emergencial e com os R$ 2.400 das duas primeiras parcelas do benefício (o auxílio para mulheres que são chefes de família foi de R$ 1.200,00), montou um pequeno frigorífico de frangos em Itabaianinha, no interior de Sergipe. Em sua entrevista para o Mulheres Inspiradoras da Uol, ela disse que não tinha nenhuma estrutura para montar o empreendimento que desejava, que era o abate, congelamento e venda de frangos. Inicialmente alugou um espaço próximo de casa, e usou R$ 200 para pagar a água e energia do local. Com o restante comprou o mínimo necessário para iniciar o novo negócio: balança de precisão, tábuas para cortar frangos, mesa de aço inox, toldos e placas. A despesa para abrir o empreendimento passou dos R$ 2.400. O caixa no vermelho a fez pedir um empréstimo enquanto esperava a terceira parcela do auxílio emergencial para quitar o débito. Como também faltou dinheiro para comprar os frangos, Luana começou a fazer parceria com outro frigorífico.  

Empreender na marra é assim, se ela estivesse esperando ter o montante para começar esse sonho levaria anos, mas ela aproveitou um recurso que não estava no seu orçamento e o usou como investimento inicial, assim que percebeu que logo precisaria de mais, se virou com o que tinha e quando viu seu estoque acabando, sem dinheiro para continuar, procurou o parceiro ideal e manteve o seu negócio em pé. “Esse outro frigorífico está ajudando e muito. De manhã cedo, levo três frangos. Se vender tudo, volto lá e pego mais” disse Luana.  

Agora a astúcia dela não parou por aí, ainda na sua entrevista ela contou que criou um perfil no Instagram e entrou em contato com um influenciador digital de Itabaianinha para que marcasse o frigorífico nos stories. Sem dinheiro, o pagamento só poderia ser feito com o que tinha disponível: frangos.  

“Não tinha mais dinheiro. Falei com o blogueiro que tinha vontade de abrir um negócio e ofereci um frango para divulgar minha empresa. Ele aceitou na hora. Me marcou no Instagram e algumas pessoas foram lá comprar depois” 

A verdade é que o dia de HOJE precisa deixar você cada vez mais perto do futuro que almeja.  Se você vai ter que ficar 2 anos sem sair de casa, sem ver a rua, porque todo o seu dinheiro está destinado ao seu futuro, significa que você tem um plano, um propósito e sabe que depois de 3 anos existe uma possibilidade alta de quebrar o ciclo e começar a subir, a crescer no profissional. Eu sempre me surpreendo com pessoas que passam o mês inteiro reclamando da vida, reclamando do trabalho, reclamando do salário e não fazem absolutamente nada pra mudar isso. 

A vida não é fácil pra ninguém, não se engane. Em cada etapa financeira da sua vida não faltarão motivos para passar noites em claro, pensando em tudo que tem que resolver. A única coisa que difere é que os valores financeiros e as preocupações são proporcionais a maturidade do seu negócio. Pra ficar mais claro o entendimento, enquanto alguns estão iniciando sua empresa e buscam o mês inteiro, conseguir pagar o aluguel do ponto comercial no valor de R$ 2,000. Outros estão há muito mais tempo no mercado e estão na mesma correria para conseguir pagar o aluguel de R$ 20,0000. 

O que precisa estar claro é que todos estamos na mesma corrida, você não é o centro do universo. TUDO NESSA VIDA DÁ TRABALHO, mas você precisa parar de procrastinar e descobrir o que dá trabalho em vão e o que dá trabalho, mas traz resultados compensadores. 

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