Trocas comerciais entre Brasil e Alemanha encerram 2010 com crescimento de 29%

O comércio entre o Brasil e a Alemanha registrou recorde em 2010. Após um período de pequena retração nas relações comerciais em 2009, devido à crise financeira global, o intercâmbio entre os dois países mostra rápida recuperação e apresenta forte movimentação positiva, com crescimento de 29% no consolidado de 2010.
O crescimento das exportações brasileiras foi acelerado principalmente pela expansão nas saídas de minério de ferro, café, automóveis, soja, minério de cobre e aviões. Do lado dos europeus, destaque para medicamentos humanos e veterinários, automóveis, tratores e compostos químicos.
As exportações brasileiras para a Alemanha chegaram, até o final de 2010, a US$ 8.1 bilhões, o que representa um crescimento de 31,8%, na comparação com 2009, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento – Mdic
As importações brasileiras aumentaram 27,2% e passaram de US$ 9.9 bilhões, para US$ 12.6 bilhões. A corrente de comércio teve recuperação de 29,0%, totalizando US$ 20.7 bilhões, enquanto que, em 2009, foi de US$ 16.0 bilhões.
A Alemanha ocupa a quinta posição entre os principais mercados de destino de produtos brasileiros, abaixo apenas de China, Estados Unidos, Argentina e Países Baixos, e permaneceu estável na comparação com 2009. Entre os países fornecedores de produtos ao Brasil, a Alemanha ocupa a quarta posição, ficando atrás apenas de Estados Unidos, China e Argentina. É o primeiro país da Europa nas relações comerciais com o Brasil. “A Câmara Brasil-Alemanha tem papel preponderante no aprimoramento das relações entre os dois países, que se fortalecem na medida em que a economia brasileira ganha importância no cenário econômico-político global“, afirma o Presidente da Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo, Weber Porto.
Os setores mais tradicionais nas relações comerciais brasileiras e alemãs são engenharia mecânica, indústria automotiva, eletrônicos, e produtos químicos e farmacêuticos. Mais recentemente, em 2010 ganham destaque também as áreas de eficiência energética, tecnologias verdes, geração de energia, infraestrutura, segurança, equipamentos médicos, e produção e exploração de petróleo e gás.

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