7 de março de 2021

AMAZÔNIA, PULMÃO DO MUNDO! Durante décadas, forças nacionais e internacionais vêm brigando pelo direito de interferir em nossa região utilizando obrigações como argumento principal o fato de sermos a MAIOR RESERVA MUNDIAL DE OXIGÊNIO DO PLANETA; nossa floresta, além das riquezas que guarda abaixo do solo, funciona como um imenso pulmão mundial que gera a cobiça e a demagogia de governantes mundiais que tentam sempre impor normas e obrigações à nossa região.

Neste exato momento, triste e mórbida ironia, o Amazonas vira manchete no Brasil e no mundo, pois AMAZONENSES ESTÃO MORRENDO POR FALTA DE OXIGÊNIO, nos hospitais e em suas casas! Seria cômico se não fosse trágico e absurdo. O pulmão do mundo sofrendo uma crise de falta de oxigênio que está matando sua população e obriga as pessoas de bem a pedir, implorar a outros estados por este insumo. Graças a Deus pessoas de bem estão DOANDO OXIGÊNIO AO AMAZONAS, deixando claro que entre estas boas almas não se incluem políticos e altos funcionários do setor judiciário. 

Por sinal, a classe política, principalmente a da nossa terra foi uma terrível decepção, pois além daqueles que estiveram diretamente ligados ao fracasso do momento, a omissão completa dos vereadores, deputados e senadores amazonenses, que falaram muito e NÃO FIZERAM NADA, nos deixam com a sensação triste de total desamparo.

Quando a Organização Mundial da Saúde – OMS citando a crise que se abate em nossa cidade sugeriu que Manaus fosse um exemplo que não deveria ser seguido e um alerta para o mundo, cada amazonense deveria fazer uma autocrítica sobre esta situação de estarmos sendo colocados como EXEMPLO MUNDIAL DA IRRESPONSABILIDADE E INÉPCIA. 

A imprensa e as redes sociais vêm buscando um responsável por esta calamidade, ou estado de guerra, como queiram rotular esta desgraça, pois certamente a falta de uma gestão pública séria e competente está por trás destes acontecimentos. A desativação de hospitais de campanha, os índices de corrupção que continuam como norma no setor político brasileiro, infelizmente, e o total desrespeito pelo povo, foram fundamentais para se chegar a estes números absurdos de mortes e de lotação dos nossos hospitais.

No entanto, temos que ser justos e perguntar pelos cidadãos que descumpriram TODAS AS NORMAS DE PROTOCOLO que foram orientados a seguir, pois não usaram máscaras, não fizeram a higiene correta e durante as festas de final de ano e mesmo antes e depois delas, NÃO ABRIRAM MÃO DA DIVERSÃO, dando as costas para o perigo do Vírus e sem ligar para o mal que estavam causando para sua família e para a sociedade. 

O governo foi covarde não fazendo um lockdown mais rígido e com maior antecedência, cedendo aos primeiros gritinhos histéricos de um grupo que adora protestar, sem mesmo saber o porquê. QUEREMOS TRABALHAR!  Era a palavra de ordem dos ativistas; a pergunta que faço agora é: Quantos destes baderneiros estão neste momento internados ou enterrados e não vão poder trabalhar e nem vão poder deixar outros trabalharem por bastante tempo? A irresponsabilidade social é tão culpada por esta calamidade em nossa saúde, quanto a falta de capacidade de nossos governantes e os desvios de recursos acontecidos, que querem eleger como únicos responsáveis,

Neste quadro trágico no qual se encontra nossa cidade, temos que registrar os movimentos e as atitudes de SOLIDARIEDADE que pessoas e instituições desenvolveram. Não só a remessa de oxigênio por parte dos artistas e de outros governos, mas a movimentação de grupos de TODOS OS NÍVEIS, tentando minimizar o sofrimento das pessoas e ajudar  no sofrimento das pessoas que ficou marcado no depoimento emocionado do médico que chorando, pedia para que qualquer pessoa que tivesse oxigênio em casa levasse urgente ao hospital.

Uma figura que me marcou bastante foi quando, na frente do pronto Socorro 28 de Agosto, enquanto um grupo distribuía comida aos parentes de vítimas e até mesmo aos funcionários, pessoas chegavam com todo tipo de ajuda. Foi quando uma senhora, bem simples, dona de casa, chegou com dois litros de álcool e colocou no local das doações. Neste momento, não pensava em seu salário, não pensava em pobreza ou riqueza, ela pensava apenas EM SOLIDARIEDADE. Isto é um alento para quem acredita, como eu, que este país tem jeito!

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