Trilheiros partem na Semana da Pátria

Feriado da Semana da Pátria se aproximando e quem gosta de aventuras já pode ir se preparando, pois os trilheiros de Manaus estão com praticamente tudo pronto para a realização da 5ª Expedição Brasil Venezuela.
Os trilheiros neste caso são os amantes de veículos off road, que enfrentam trilhas pra lá de perigosas em meio à natureza. Quem está à frente do grupo desde a primeira expedição, mas já pratica a perigosa diversão há 14 anos, é Adão Lemos, apaixonado por motos e aventuras sobre duas rodas.
Nesses cinco anos de Expedição Brasil Venezuela, Adão conseguiu reunir mais de cem “loucos” como ele, que deixam para trás os engarrafamentos e problemas enfrentados nas grandes cidades, como Manaus, e partem para trilhar caminhos onde poucos conseguem ir adiante. “É um esporte para quem tem experiência e não para quem apenas gosta de aventuras. O grupo é formado por empresários, comerciantes e profissionais autônomos como médicos, advogados e até um juiz. Todos moram em Manaus, mas a maioria é de outros Estados”, falou.
Toda uma infraestrutura é montada para que a aventura, repleta de perigos, seja revestida apenas de prazer e diversão. “Levamos mecânicos, médicos, que também são trilheiros, e toda uma aparelhagem para primeiros socorros, mas felizmente esse esquema nunca precisou ser utilizado”, comemorou.
A expedição, propriamento dita, começa a partir da cidade de Santa Helena, na Venezuela. “De Manaus, cada trilheiro segue no seu carro. As motos vão de caminhão. Em Santa Helena, no Hotel Gran Sabana, nos encontramos, reunimos e definimos como será a expedição”, explicou.

Quilômetros de pura adrenalina

Um pequeno avião faz várias viagens de Manaus até à base dos trilheiros na Serra do Sol levando todo o material de que necessitarão numa região em que só as motos chegam. “Vai do fogão às barracas. Tudo o que precisaremos durante os quatro dias é levado de avião até à base”, adiantou.
A primeira trilha a ser percorrida, no dia 4, será do Hotel Gran Sabana até à base, na Serra do Sol. “São 132 quilômetros. A base é formada por um barracão coberto de palha no qual o trilheiro contará com todas as condições para ter um bom descanso depois do primeiro dia”, disse Charlenton de Souza Lima, um dos trilheiros.
No dia 5, a trilha sai da Serra do Sol e vai até o Caju. São 144 quilômetros na ida e a mesma quilometragem na volta até a base.
No dia 6, o caminho é o cartão postal de Roraima, o Monte Roraima. Os trilheiros seguem até a base do Monte, numa jornada de 136 quilômetros, retornando pelo mesmo caminho até a Serra do Sol.
No dia 7, a turma volta da Serra do Sol para a cidade de Santa Helena, para o Hotel, percorrendo novamente 132 quilômetros.
“Cada participante gasta em média mil reais, já incluídos o preço do pacote no qual consta duas diárias no hotel, alimentação, gasolina e a infraestrutura da expedição”, acrescentou Adão. “E, lógico, todos vão com suas CRF 230 Honda e veículos off road, especialmente produzidos para as trilhas mais difíceis do planeta”, explicou Charlenton.
Para a 5ª Expedição já estão fechadas 38 participações, entre elas 13 quadriciclos, três carros preparados, duas UTVs e, claro, várias motos. “Além dos trilheiros de Manaus, já temos 15 trilheiros de Boa Vista, que se juntam a nós a partir da capital roraimense. Até o dia da partida, com certeza, todos os mais de cem trilheiros de Manaus já terão se juntado a nós”, concluiu Adão.

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