Trichet destaca ação rápida à crise, mas pede transparência

O presidente do BCE (Banco Central Europeu), Jean-Claude Trichet, disse que a zona do euro reagiu “com prontidão e eficácia” às recentes turbulências financeiras, mas considerou necessário introduzir mais transparência no funcionamento dos mercados para recuperar a confiança.
Em uma aparição extraordinária no Parlamento Europeu, Trichet também falou da política monetária e, após reiterar que o BCE fará o necessário para garantir a estabilidade de preços, voltou a afirmar que é necessário ter mais informações antes de tomar qualquer decisão sobre a taxa básica de juros.
A Comissão Européia reduziu ontem em um décimo as previsões de crescimento em 2007 tanto para a UE (União Européia) -cujo PIB (Produto Interno Bruto) deve aumentar 2,8%- quanto para a zona do euro (grupo dos países que adotaram o euro como moeda), que crescerá 2,5%. Para o órgão executivo da UE, as recentes turbulências nos mercados mundiais aumentaram os riscos de baixa para as previsões, mas as bases da economia européia são sólidas.

À espera do FED

As bolsas européias fecharam em alta após duas sessões em queda. Os investidores seguem cauteloso, mas otimistas quanto a um corte de juros na taxa de juros do FED (Federal Reserve) na próxima semana.
A Bolsa de Londres subiu 2,39% e fechou com 6.280,70 pontos; a Bolsa de Paris teve alta de 1,72% e ficou com 5.478,94 pontos; a Bolsa de Frankfurt avançou 1,12% e foi para 7.457,90 pontos; a Bolsa de Milão teve ganho de 1,11% e fechou com 30.392 pontos; a Bolsa de Amsterdã teve alta de 1,68%, fechando com 521,53 pontos; e a Bolsa de Madri teve alta de 1,64%, indo para 1.543,08 pontos.
Entre os papéis que mais avançaram ontem estiveram os dos setores bancário, petrolífero e de mineração, que vinham apresentando desempenhos fracos. As ações do ABN Amro subiram 3% com a notícia de que consórcio formado pelo banco espanhol Santander, o britânico RBS (Royal Bank of Scotland) e o belga-holandês Fortis, que vem disputando a compra do banco holandês com o rival britânico Barclays, planeja dividir a sede do ABN entre Bruxelas e Amsterdã, caso assuma o controle da instituição holandesa. Entre as petrolíferas subiram os papéis da BHP Billiton, Anglo American e Rio Tinto -os ganhos ficaram entre 3,9% e 4,2%.

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