TRE com poucos recursos para bancar eleições no AM

O tribunal usará pouco mais de R$ 2 milhões para pagar o transporte de urnas eletrônicas em regiões de difícil acesso

Diferente das condições orçamentárias de 2010, quando contou com recursos da ordem de R$ 12 milhões do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), e lutando com a falta de juízes nas comarcas do interior do Estado, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) contará com pouca logística financeira para arcar com as eleições 2012. A situação tira o sono do desembargador Carlos Pascarelli, que assegurou que do orçamento atual, um total de R$ 11.715.759,77, cerca de R$ 3.757.978,00 serão investidos em pagamento a plantações e viagens de servidores comprometidos com o processo eleitoral.
De acordo com dados fornecidos pelo tribunal, os recursos são ínfimos e o TRE se esforça para que as dificuldades não comprometam o transporte de urnas eletrônicas e aluguéis de veículos, dentre outros serviços necessários ao período eleitoral, inclusive considerando a possibilidade de um segundo turno em Manaus. O tribunal usará pouco mais de R$ 2 milhões para pagar o transporte de urnas eletrônicas em regiões de difícil acesso. O desembargador Pascarelli torce para que a estiagem deste ano não prejudique o acesso por via hídrica às áreas rurais onde as urnas serão instaladas para a votação do dia 7 de outubro.
O tribunal informa que a aquisição de produtos alimentícios para garantir o almoço dos mesários no dia da eleição compreenderá gastos da ordem de R$ 805.437,00. Gastos com telefonia, pessoal técnico, energia elétrica e outros serviços consumirão mais de R$ 2 milhões, o que, para Flávio Pascarelli, é motivo de preocupação diante do quadro geral de dificuldades.
Segundo o desembargador, o ideal seria o TSE mudar sua estratégia para atender os tribunais eleitorais em todo o país. O desembargador se desdobra para administrar o orçamento atual e reclama à imprensa da falta de sensibilidade do TSE em relação à complexidade geográfica de um estado-continente como o Amazonas. “Nosso Estado é especial, com peculiaridades próprias, isso deve ser reconhecido”, afirma.

Tropas

Por enquanto, o único pedido de tropas federais para o interior contempla o município de Manacapuru, a 84 quilômetros de Manaus. O
pedido foi feito pela juíza da 6ª Zona Eleitoral, Rosália Guimarães, e aprovado na sessão do Pleno do TRE da última sexta-feira, 29. A juíza justificou a solicitação sob o argumento de parcialidade política da Polícia Militar nas eleições de 2008.
A parcialidade da PM, na ocasião, foi denunciada pelo então juiz da Comarca de Manacapuru, Luiz Cláudio Chaves, ao presidente do TRE, desembargador Ari Moutinho. Por meio de carta, o magistrado denunciou os policiais PMs por agirem com total parcialidade no combate à distribuição de “ranchos” à noite, durante a campanha daquele ano, por militantes políticos aliados do à época governador Eduardo Braga.

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