Transporte urbano em Manaus

O transporte urbano na cidade de Manaus é caótico e vive uma crise muito grave, por vários fatores, entre eles o sistema viário com sérios problemas: a cidade inchou de gente com as invasões, contribuindo para a desordenada urbanização e ocupação do solo; ruas estreitas, cheias de buracos, vielas, ladeiras íngremes e casas construídas sem o afastamento devido e sem calçadas, obras intermináveis em vias públicas, tanto da prefeitura quanto do governo do Estado, dificultando ainda mais o tráfego de veículos e pedestres; faltam interligações dos principais eixos viários, cidade-bairro, bairro-cidade, condomínios, conjuntos habitacionais. Tudo isso deixa a alça viária da cidade de Manaus caótica. Os engarrafamentos acontecem o dia inteiro. No centro da cidade, a situação está cada vez pior: as calçadas abarrotadas com as barraquinhas dos vendedores ambulantes, empurrando o transeunte para o meio da rua; caminhões e baús de entrega descarregam no horário comercial – sem cumprir a lei do horário noturno -, enchem as ruas em filas duplas nas duas laterais e dificultam o fluir normal do trânsito de veículos e das pessoas. Quem é responsável pela organização e fiscalização do sistema viário é a prefeitura, mas o que deixa transparecer o órgão municipal responsável é a falta de planejamento, coordenação e fiscalização. Concentra-se somente em implantar às escondidas – para dificultar que o motorista perceba – aparelhos para multar, esquecendo de primeiro orientar, com o fito, pelo que parece, de obter através das multas receita de manutenção do órgão e deixar transparecer para a sociedade que o trânsito está controlado. Cadê a engenharia de trânsito? Cadê a fiscalização e orientação na hora do movimento e também no centro da cidade? Um outro aspecto importante é o sistema viário de transporte urbano em Manaus, que foi encarecido com o decorrer do tempo. Subiu o preço do aço, do petróleo, do pneu. Em 2000, um ônibus custava 70 mil reais; em 2007, o mais simples está custando 230 mil reais e o melhor, 500 mil reais. O próprio poder público – a prefeitura -, com exigências e planejamento inadequado, sobrecarregou o custo do transporte urbano, com os ônibus articulados e os ônibus do expresso: o aparelho de ar condicionado com maior consumo de diesel – um litro de diesel a cada oitocentos metros percorridos – e a manutenção. O problema tem sido jogado para debaixo dos panos. A prefeitura tem escondido o problema do transporte urbano embaixo do tapete e finge que não tem nada a ver com o assunto. Para o público, os culpados são os empresários, esquecendo que, em curto prazo, a cidade, o usuário desse meio de transporte é quem sofre. Até o camelô sabe que, para sobreviver nos seus negócios, tem de cobrar um valor maior que o custo da bugiganga. Neste país democrático, qualquer empresário, por mais inexperiente que seja, quando explora um ramo de negócio visa obter lucro para sobreviver. É ilusório e demagógico o modo como estão tratando a questão do custo da passagem dos ônibus urbanos em Manaus. O preço da passagem é, de forma bastante simplificada, o valor que o empresário recebe e com que paga a prestação do ônibus, o combustível consumido, os pneus usados, o salário do motorista, do apontador, do trocador, do chefe de tráfego, o seguro, a manutenção dos veículos, a depreciação anual dos veículos, os impostos, taxas e contribuições federais, a previdência social e o FGTS, os impostos e taxas municipais aqui em Manaus, mais a meia passagem para os estudantes – o custo corresponde o dobro da média nacional. Será que Manaus é, na realidade, esse paraíso em educação e cultura densamente aplicada – passagem gratuita para os policiais militares e civis e até para funcionários dos Correios? Com a sobra – o lucro -, uma parcela para remunerar o dinheiro investido. O preço da passagem, para o público que o utiliza é caro, para o empresário é barato. No presente a situação é grave; como será no futuro? Um aviso: não conheço, não defendo e nem repr

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