Transporte público será tema de audiência na CMM

“Parada lotada como se fosse procissão. É luta para pegar o ônibus e para chegar em casa. A população é obrigada a andar em verdadeiros ‘cacarecos’”. A frase ilustrou a indignação do vereador Mário Frota (PDT), na manhã desta segunda-feira (18) durante grande expediente no plenário da CMM (Câmara Municipal de Manaus).
Para o vereador, a população que necessita utilizar o transporte coletivo diariamente muitas vezes culpa os motoristas pelo mau serviço prestado. “O motorista é somente o condutor e as pessoas não entendem que eles não são os culpados pelos ônibus lotados”, disse Mário, ao solicitar ao presidente da Casa, vereador Isaac Tayah (PTB), que algo seja feito para acabar com o sofrimento da população.
O fato de dez ônibus terem sido incendiados no ano passado também foi questionado pelo parlamentar.
“No ano de 2010 tivemos registro de dez ônibus que durante a circulação começaram a fumaçar. Quando isso acontece, os usuários tentam sair de qualquer forma, até mesmo pelas janelas”, disse Frota.

Frota diz que prefeito é quem tem o poder

Ele ainda afirmou não querer saber quem é o culpado pela situação “nem querer olhar para as administrações passadas” mas solicitou que algo seja feio para amenizar o ‘sufoco’ dos manauaras, considerando que “o prefeito é quem tem o poder nas mãos”.
A situação dos trabalhadores rodoviários que estão ameaçados de demissão pelas empresas vencedoras da concorrência também foi tema de discussão na Casa.
Os vereadores Waldemir José (PT) e Jaildo dos Rodoviários (PRP) voltaram a se posicionar sobre o sistema de transporte coletivo. Jaildo convocou audiência pública a ser realizada no próximo dia 26 pela Comissão de Transporte de Obras Públicas da CMM.
Segundo ele, participam do evento MPT (Ministério Público do Trabalho), Sindicatos dos Rodoviários, Superintendência de Transportes Urbanos e os diretores das empresas vencedoras da concorrência.
Waldemir José anunciou que vai recorrer ao MPE (Ministério Público do Estado) a fim de fazer o superintendente, Marcos Antônio Cavalcante, cumprir o que ele anunciou na Conferência Municipal de Transporte Urbano, dando conta de que realizaria audiências públicas com a participação de todos os segmentos, para discutir o reajuste da tarifa, o que não foi feito. “Sabemos que o valor de R$ 2,75 já está definido”, afirmou Waldemir.

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