Transformando metal em arte

No dia a dia, você nem percebe, mas o metal pode ser encontrado da menor à maior estrutura, por exemplo, no seu local de trabalho. Um clipe, o espiral do calendário de mesa, o grampeador, as peças internas do telefone, do computador, do celular, as pernas da cadeira onde você senta, e por aí vai. E tudo pode ser reciclado, ou seja, reaproveitado depois que não servir mais em sua forma original.
Um metal que merece destaque entre os demais é o alumínio. Conhecido nas latinhas de cerveja e refrigerante, o alumínio pode ser eternamente reciclado e sempre voltará à sua forma original. Após transformado em folhas, é leve e fácil de se trabalhar, por isso alguns artistas plásticos dão vasão à sua imaginação e criam belas peças com esse metal, como Kiko Azize, que está expondo suas obras no Manauara Shopping até terça-feira (7) na exposição intitulada “Umas e Outras Artes”, em comemoração à Semana do Meio Ambiente.
Apesar dos belos trabalhos que produz, Kiko não se considera um artista plástico. Funcionário público aposentado, ele diz que já nasceu com o dom para as artes plásticas. “Nunca estudei belas artes para criar esses trabalhos, esculturas e pinturas, que faço desde criança”, lembrou.
Apesar da facilidade em produzir arte desde a infância, somente há oito anos Kiko passou a se dedicar integralmente às suas peças, sempre utilizando o alumínio. “Compro as folhas por metro e, de acordo com o tamanho da peça que estou imaginando, vejo a metragem necessária”, explicou.
Na exposição “Umas e Outras Artes”, Kiko apresenta mais de 20 peças onde se destaca a figura de Dom Quixote de La Mancha. Uma delas, logo na entrada, tem quase o tamanho de uma pessoa.

Destaque para Dom Quixote

“Gosto do personagem Dom Quixote, por isso eu o retrato constantemente em minhas peças, mas também tenho um Homem de Lata, do Mágico de Óz, que não deu pra trazer aqui pra exposição”, disse. Cabeças de cavalo, que não são o Rocinante, compõem a exposição.
Utilizando material reciclável, uma das cabeças é repleta de anéis de cerveja como acabamento. Parafusos também integram a peça. Outra escultura que chama a atenção é um peixe maleável, com grande parte do corpo feita com engrenagens de relógio e mais parafusos, no estilo steampunk. “Minha inspiração vem do cotidiano, de sonhos e do que eu vivi. Gosto de utilizar materiais que iriam parar no lixo e transformá-los em arte”, comentou.
Acontece, também, de Kiko encontrar material jogado em algum lugar e imediatamente já imaginá-los transformados numa peça. “Um dia desses ia passando num terreno e, numa fogueira, vi queimando vários cabos de metal, que não sei pra que servem, ou serviam. Com eles fiz algumas das peças que estão aqui na exposição, tendo como detalhes, caroços de tucumã”, acrescentou.
Kiko expressa sua arte através de diversos tipos de trabalho produzindo, além de esculturas em metal, telas, arte no vidro e desenhos aquarelados, utilizando técnicas diferentes para elaborar obras que giram em torno da fauna e flora amazônica e de temas variados. Na exposição “Umas e Outras Artes” ele também apresenta desenhos feitos em papel Schoeller alemão. “Não os caracterizo como este ou aquele estilo. Chamo de arte figurativa. A ideia me vem à cabeça e passo para o papel”, contou.
Todas as peças de Kiko Azize estão à venda e podem até ser encomendadas. Dependendo do tamanho, ele leva menos de uma semana pra acabar cada obra.

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