10 de agosto de 2022
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Transatlânticos podem ser opção no AM

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Senador Eduardo Braga diz que é preciso profissionalizar os serviços para incrementar o setor que receberá investimentos de R$ 200 milhões da Sudam

A três anos da realização da Copa do Mundo, o turismo promete ganhar um novo fôlego no Amazonas com investimentos de R$ 200 milhões no setor que beneficiarão diretamente pelo menos 64 mil trabalhadores, além de uma rede hoteleira de mais de 56 hotéis no Estado, incluindo os grandes empreendimentos do Sul e Sudeste que começam a invadir o mercado local, resorts, pousadas e os de pequenos portes na região, principalmente em Manaus, que será uma das subsedes do mundial de 2014.
O financiamento, que faz parte do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), foi anunciado ontem, no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), na avenida Joaquim Nabuco, Centro de Manaus, pelo senador Eduardo Braga (PMDB-AM) e pelo superintendente da Sudam, Djalma Melo, na presença de deputados, vereadores, empresários, entre outras lideranças empresariais do setor no Amazonas.
O encontro na Fieam serviu para a explanação do programa sobre gestão empresarial da copa em Manaus, com foco no turismo, que surgiu de uma ideia do senador Eduardo Braga apresentada no plenário do Senado, em Brasília, e posteriormente aprovada pela presidente Dilma Roussef. Os investimentos só contemplam, porém, as empresas de debêntures (de capital aberto), uma das exigências do FDA da Sudam para viabilizar a liberação dos recursos.
“A iniciativa é pioneira no Amazonas. As debêntures abrem grandes oportunidades para as empresas de turismo fazerem a captação de recursos, principalmente na rede hotéis que precisa se modernizar para atender às demandas da Copa do Mundo”, afirmou o senador.
Segundo Eduardo Braga, o programa de gestão empresarial com o aporte de financiamentos via Sudam é oportuno para as empresas de turismo locais investirem maciçamente na modernização e profissionalização dos serviços, com um diferencial que incentive os turistas a terem como um dos principais destinos nacionais o Amazonas.
“É preciso agradar o turista e convencê-lo a voltar para o Estado, mas isso depende muito da excelência e da qualidade do serviço oferecido, não só durante a copa, mas também no legado pós-mundial”, afirmou o senador. Braga alertou que se as empresas turísticas não se modernizarem até o campeonato de 2014, transatlânticos estrangeiros ancorados na baía do rio Negro e transformados em hotéis cinco estrelas vão hospedar os cerca de um milhão de turistas que deverão vir a Manaus para assistir aos jogos das seleções.
“Quando a copa acabar, eles vão levantar âncora e deixar o Amazonas, sem gerar nenhum benefício. Então vamos investir na modernização para profissionalizar o setor e receber bem o turista, com um serviço de qualidade”, afirmou o senador.

Mais recursos

Além de Manaus, Cuiabá, no estado de Mato Grosso, também foi beneficiada pelo programa de gestão empresarial que incentiva o polo turístico nas cidades subsedes da Copa do Mundo. Segundo o superintendente da Sudam, Djalma Melo, o FDA poderá aumentar o valor de financiamentos destinados para o turismo no Amazonas se houver uma demanda das empresas que se enquadrem no perfil das debêntures. “Os R$ 200 milhões representam apenas os investimentos iniciais”, afirmou o superintendente.
A Sudam tem investimentos com um volume de até R$ 3,5 bilhões para apoiar projetos de desenvolvimento na Amazônia. Este ano, só para o Amazonas, a superintendência já liberou R$ 800 milhões, que foram repassados para grandes empreendimentos na expansão da rede elétrica, construção do linhão de Tucuruí desde a cidade de Oriximiná, no Pará, até Manaus, cujas obras ainda estão em andamento, e ampliação da rede de fibra óptica para melhorar os serviços de telefonia móvel e fixa, segundo Djalma Melo.
Nos últimos anos, o total de investimentos realizados pela Sudam no Amazonas alcançou, no mínimo, R$ 2,8 bilhões. “Os recursos foram viabilizados através do BNDES, Banco do Brasil e Banco da Amazônia”, disse o superintendente da autarquia.

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