Transações correntes têm o pior resultado em 63 anos

Dados divulgados hoje pelo Banco Central mostram uma piora nas contas externas brasileiras

Dados divulgados hoje pelo Banco Central mostram uma piora nas contas externas brasileiras. O balanço de pagamentos do Brasil com o exterior apresentou um déficit na conta de transações correntes de US$ 5,067 bilhões em março, enquanto que em março do ano passado havia registrado déficit de US$ 1,559 bilhão. Com esse resultado, o déficit em transações correntes no primeiro trimestre foi de US$ 12,145 bilhões, o pior da série do BC (Banco Central) para os primeiros três meses do ano. A série teve início em 1947.
O presidente do BC, Henrique Meirelles, atribuiu o aumento do déficit em transações correntes no primeiro trimestre do ano ao crescimento dos gastos com serviços, principalmente viagens internacionais e aluguel de equipamentos. Segundo ele, as contas de serviços “lideraram” o aumento do déficit.
Na sua avaliação, a expansão de US$ 7 bilhões no déficit no primeiro trimestre deste ano, que saiu de US$ 4,938 bilhões em igual período de 2009 para US$ 12,145 bilhões nos primeiros três meses deste ano, já era esperada. Segundo ele, a expectativa é de crescimento do déficit por força do maior nível de atividade econômica.
Ele citou como exemplos a conta de viagens que, com maior renda e emprego, os brasileiros acabam fazendo mais viagens ao exterior. Além disso, ele destacou a conta de serviços, com pagamento de aluguel de equipamentos, que está associada ao maior nível de investimentos. Pelos cálculos de Lopes, dos US$ 7 bilhões de incremento do déficit de conta corrente no primeiro trimestre, US$ 3,5 bilhões estão associados ao aumento com gastos na conta de serviços. Outro motivo para o aumento do déficit é a maior remessa de lucros e dividendos das empresas ao exterior. Segundo ele, é natural que, com maior crescimento da economia, as empresas apresentem lucros maiores e, por isso, enviem mais recursos ao exterior.
Também influenciou no saldo o aumento das despesas líquidas com juros. Ele explicou que esse crescimento não se dá por conta de um aumento das despesas no pagamento de juros, mas sim porque as receitas com juros estão menores em função do menor nível de taxa de juros internacional, que remunera as reservas internacionais brasileiras.

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