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Tragédia climática no Rio Grande do Sul provocou prejuízo de R$ 1,33 bilhões no segmento turístico em maio

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou para cima suas projeções para 2024, estimando um aumento de 2,2% nos serviços e de 2,7% no turismo. Em abril deste ano, o volume de receitas do setor de serviços avançou 0,5% em relação ao mês anterior, conforme a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (12 de junho) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Embora inferior ao crescimento de 0,7%, registrado em março, esse resultado representa a quinta alta mensal dos últimos seis meses. Comparado com abril do ano anterior, o aumento de 5,6% foi o maior desde 2021 (quando a alta foi de 20,1%), ampliando o volume de receitas do setor de serviços para 21,3% acima do nível pré-pandemia.

Atividades ligadas ao transporte, especialmente o aéreo, impulsionaram o crescimento, com uma receita real das empresas de transporte aéreo subindo 18,2% em abril. A queda significativa dos preços das passagens aéreas, que acumularam retração de 39,5% nos primeiros quatro meses do ano, contribuiu para essa alta.

No entanto, houve queda do volume dos serviços prestados às famílias (redução de 1,8%) e dos de alojamento e alimentação (diminuição de 2,3%), o que contrabalançou o desempenho positivo do setor terciário. Já o recuo no preço das passagens aéreas também favoreceu o Índice de Atividade Turística, que subiu 2,3% em relação a março, o segundo avanço consecutivo e uma alta de 4,5% em comparação ao mesmo mês de 2023. Atualmente, o nível de atividade do turismo brasileiro está 4,7% acima do nível pré-pandemia.

No acumulado de 12 meses até abril, a inflação de serviços ficou em 4,6%, acima do IPCA geral, que é de 3,7%, mas mostra uma desaceleração comparada aos 7,5% observados até abril de 2023. “A tendência de flexibilização da política monetária e a trajetória declinante dos juros contribuem para revisões positivas das expectativas de crescimento para 2024”, afirma o presidente da CNC, José Roberto Tadros. “No entanto, é importante destacar que o cenário ainda é marcado por incertezas, principalmente no que diz respeito à trajetória da taxa Selic. Com a manutenção de um ambiente macroeconômico estável e favorável ao investimento, o setor de serviços pode continuar crescendo e contribuindo para a retomada da economia brasileira”, acrescenta Tadros.

Rio Grande do Sul: prejuízo de R$ 1,33 bilhão no turismo

Apesar dos resultados positivos, a tragédia climática no Rio Grande do Sul pode desacelerar a expansão do turismo nacional em maio. A CNC estima uma perda diária de receitas no turismo gaúcho de R$ 49,2 milhões, totalizando R$ 1,33 bilhão no mês, o que corresponde a cerca de 56,5% da receita mensal prevista. A proximidade da alta temporada pode agravar essas perdas, já que, historicamente, as receitas do setor crescem, em média, 13% em relação à baixa temporada. Em 2023, o volume de receitas do turismo gaúcho foi de R$ 28,9 bilhões, representando 6% do total do País.

“A tendência é que, às vésperas da alta temporada de inverno, que é importante na Região Sul, o setor registre perdas em relação ao ano passado”, explica o economista da CNC responsável pelas estimativas, Fabio Bentes. A infraestrutura de transporte no Rio Grande do Sul foi severamente afetada e prejudicou o fluxo de viajantes, especialmente pelo fechamento do Aeroporto Internacional Salgado Filho, responsável por 91% do fluxo de passageiros nos aeroportos do Estado.

O Ministério de Portos e Aeroportos autorizou o uso da Base Aérea de Canoas como alternativa, com 35 voos semanais, equivalentes a pouco mais de 10% da capacidade operacional do aeroporto principal. Por terra, o fretamento turístico também sofreu redução significativa em maio, com queda de 39% na quantidade de passageiros transportados com destino ao Rio Grande do Sul, conforme dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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