Trade turístico no Amazonas busca se reerguer

Com a liberação das atividades de parte do turismo é difícil prever como o cenário deverá se comportar. Até meados de fevereiro, conforme apontavam as pesquisas mercadológicas, realizadas pela Amazonastur (Empresa Estadual de Turismo do Amazonas), os empresários do setor de turismo apontavam para um ano promissor, com um crescimento expressivo no número dos visitantes. 

“Imagine você operar num mercado em que de uma hora para outra o segmento é proibido de operar por medidas de salvaguardar as vidas humanas? O prejuízo é enorme. Nós, da Amazonastur, teríamos cerca de 20 eventos nacionais e internacionais no Centro de Convenções Vasco Vasques, para 2020. Mais da metade desses eventos foram cancelados. Eram quase 20 mil turistas de negócios que passariam pelo estado. Isso gera um impacto econômico”, lamenta a  diretora-presidente da Amazonastur , Roselene Silva de Medeiros

De acordo com a diretora-presidente da Amazonastur, a expectativa agora é reconstruir o turismo no estado. “Mas com a pandemia, o turismo foi afetado no mundo todo. Com o nosso protocolo de biossegurança, que está fase de conclusão, vamos orientar o trade sobre as maneiras para deixar o turista e o profissional do segmento seguros diante dessa realidade e potencializar a divulgação do destino amazonense”. 

Ela afirma que já tem uma demanda espontânea de agências internacionais procurando informações sobre o destino amazônico e querendo mandar turistas para a região “sobretudo porque oferecemos um produto que não reúne massas, aglomeração de pessoas. Nossos produtos, os hotéis de selva, passeios na floresta, são para grupos pequenos. E isso por si só já é uma vantagem do nosso destino. Outro ponto que nos favorece é o fascínio que a floresta mais preservada do mundo proporciona ao turista. 

Sabemos das dificuldades que iremos enfrentar na reconstrução do turismo, porém a parceria que vinha dando certo entre a Amazonastur e os empresários locais deve ser ainda mais solidificada, em um mesmo objetivo: atrair ainda mais turistas para o estado”. 

O turismo foi o primeiro setor a sentir o impacto econômico com o fechamento das atividades. Provavelmente será o segmento que levará mais tempo para se reerguer. 

Conforme Pesquisa Ambiente de Negócios do Turismo para Recuperação Pós COVID-19, realizada no mês de abril pela Amazonastur foi apontada uma realidade muito diferente por conta da pandemia causada pelo Coronavírus, em que alguns empresários do trade responderam.

De acordo com o levantamento, no comparativo do primeiro quadrimestre de 2020 em relação a 2019, foi registrada a redução média do faturamento que alcançou 65,78%, sendo que esta redução no caso de agências de turismo chegou a 72,09%, e no caso de meios de hospedagem foi estimada em 70%.

Questionada sobre o  futuro do mercado, dado a proporção de casos na capital, que evidencia o Amazonas entre os mais afetados com a pandemia de coronavírus, ela defende que toda avaliação precisa ser feita com a devida cautela e sobretudo com os cuidados técnicos. “A pandemia não é uma particularidade exclusiva do Amazonas. Ela afetou os principais polos turísticos do mundo. Ela atingiu cidades, redes de saúde do mundo todo. Então, acredito, que com todas as medidas necessárias para a preservação da vida humana têm de ser implantadas para dar ainda mais segurança para quem viaja e trabalha no receptivo dos turistas”, reitera.

Os protocolos de segurança que devem ser adotados pelo setor vão conter todas as medidas e orientações necessárias para cada segmento do turismo do estado. Para quem trabalha com receptivo, com transportes, com hotéis, com  pousadas,  bares e restaurantes. “Todo o protocolo está baseado nas orientações mundiais de saúde. Tudo foi feito em consonância com o trade e nossa realidade locais. É preciso preservar as vidas, de quem visita e de quem atua no mercado amazonense”, garante. 

Abertura moderada

Boa parte do comércio reabriu na última segunda-feira (1). As agências de turismo estão entre as atividades não essenciais que fazem parte do primeiro ciclo de retomada. Mas, de acordo com Jaime Mendonça,  assessor da Abav-AM (Associação Brasileira de Agências de Viagens do Amazonas), a maioria das agências não retornaram às atividades, por uma série de fatores, como a não retomada dos vôos, e os hotéis que permanecem fechados.

“O cenário é de incerteza de quando teremos a segurança de vender uma viagem sem o temor do destino estar em condições sanitárias e por fim que as pessoas hoje estão preocupadas com sua saúde. O nosso setor foi o primeiro a ser prejudicado e será o último a se restabelecer”, afirma ele, enfatizando que na retomada, as viagens serão inicialmente as nacionais. 

O setor aéreo reduziu em média 90% dos vôos, tendo a retomada prevista a partir de julho. Já os voos internacionais a retomada será a partir julho, mas em Manaus a previsão é da Latam retomar o voo de Miami em agosto, a American Airlines  em outubro e a Copa Airlines somente em 2021.

“A retomada das viagens internacionais dependerão da redução da taxa do dólar, e da manutenção dos vôos internacionais.Além, das pessoas estarem desempregadas, o panorama é muito incerto, esperamos que não seja tudo o que falam”.

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