Trabalho em miniatura que aposta na construção

Reproduzir em miniatura aquilo que ainda será construído é o trabalho do maquetista Willians Matos, há 17 anos e a arte o fez abrir sua própria empresa: a Katatal Maquetes em 2010. Driblando dificuldades do setor, como a falta de cursos específicos e o alto custo de materiais e impostos, o profissional, aposta em fidelidade, requinte e precisão, tendo maquetes expostas em alguns condomínios da cidade e em eventos voltados a arquitetura e urbanismo, como o Casa Cor Amazonas. Encontrar profissionais que trabalhem com maquetes físicas é pouco comum em Manaus, que nos últimos anos tem mostrado predileção por maquetes eletrônicas. Essas novidades tecnológicas, assim com as impressoras 3D e máquinas de corte a laser, não causam temor ao maquetista, que espera um dia poder contar com tais tecnologias.

Iniciando
Materializar visualmente projetos, antes de sua construção, possibilitando ao construtor, arquiteto ou engenheiro ter noções da obra real é o trabalho de Willians Matos. Mas o fazer maquetes vem de muito antes. “Ainda na infância fazia meus modelos, com o tempo encontrei alguns parceiros que também realizavam este trabalho. Até que na academia, no curso de arquitetura, um dos professores fazia parte desse grupo de antigos parceiros. Com o falecimento deste mestre, virei seu herdeiro,” explica o profissional.
Após algum tempo afastado das maquetes, Willians resolveu voltar a apostar no setor este ano. “Trabalhava com comércio e me afastei da faculdade por motivos pessoais. Depois, percebi que não havia onde fazer boas maquetes em Manaus. Comecei a fazer pequenos trabalhos e ao ser indicado por amigos arquitetos, me coloquei de volta no mercado de trabalho.” A falta de opções locais para a montagem de maquetes físicas ainda é uma constante em Manaus, conta o profissional: “muitas ainda vêm de fora, principalmente São Paulo, Santa Catarina e de Goiania, de onde vem a maioria.”
Além da concorrência com outras cidades e maquetistas, o preço elevado dos materiais e impostos, dificultam o crescimento do segmento em Manaus. Segundo o maquetista, os impostos impedem a expansão “Em qualquer ramo de serviços, sabemos que os impostos cobrados, são exorbitantes, mesmo sendo uma pequena empresa, preciso pagar todos os encargos, como se fosse uma grande. Os preços anda impedem o crescimento, a distância encarece o material e as vezes tem atrasos na entrega, com isso, ainda não posso atender alguns projetos, pois deveria me dedicar a uns e deixar outros de lado. O lado bom é que não me ‘queimo’ no mercado, não assumo compromissos que não posso cumprir,” fecha Matos.

Em construção
Ainda com pouca estrutura para alguns projetos, a empresa tende a crescer junto com a expansão da construção civil no Estado. “Treino alguns colegas para que no futuro, possamos abrir novas frentes, aceitando trabalhos maiores que demandem tempo e alta qualidade. Ensinar também me dá a chance de aprender, já que não há cursos específicos para maquetes, apenas uma disciplina no curso que dá noções do que fazer. Muito do que é feito, vem do conhecimento do maquetista e minha experiência me habilita para isso.”

Novas tecnologias
Maquetes digitais, ou produzidas por meio de impressoras 3D, trouxeram mais inovação e tornaram este tipo de atividade ainda mais complexa e eficiente e interativa. “Impressoras 3D e outras tecnologias, como o corte a laser, nem de longe representam o fim da atividade do maquetista. Estas serão de grande ajuda no segmento, otimizando o trabalho, reduzindo gastos e desperdício de material nos cortes, por exemplo.” O que pode impedir o uso dessas tecnologias, pode parecer repetitivo, mas é uma verdade “mais uma vez entram os altos impostos de importação, transporte e outras taxas. Se não houver políticas públicas de redução de impostos no Brasil, muita coisa deixará de ser feita,” desabafa.

Expansão do mercado
De acordo com pesquisas recentes divulgadas pelo Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais) o primeiro semestre de 2013 teve um crescimento de 109,8% em relação ao mesmo período do ano passado na venda de imóveis imobiliários. O aquecimento do setor imobiliário refletiu também na produção de maquetes, sendo que, no último semestre, a Adhemir Fogassa Maquetes, maior empresa do setor no Brasil, que absorve cerca de 90% das encomendas de maquetes, registrou um aumento de 50% na produção.O salário inicial de um maquetista varia de acordo com suas atividades, podendo chegar a uma média de R$ 1.100,00, mas caso esse profissional consiga, além de desenvolver um bom trabalho, liderar equipes, seu salário pode ultrapassar R$ 4.000,00. Além de maquetistas, o setor emprega marceneiros, eletricistas, arquitetos, engenheiros, paisagistas e profissionais de tecnologia.

O QUÊ?
Katatal Maquetes

ONDE?
R. Ambrósio Ayres, 308 – São Jorge

INFORMAÇÕES:
(92) 9194 0380/ 8160 8557/ 8424 4443

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