13 de abril de 2021

Trabalhar mais de 40 horas por ­semana pode fazer mal à saúde

Uma pesquisa do ­go­verno de Barcelona concluiu que uma jornada de trabalho de mais de 40 horas semanais causa danos físicos e emocionais à saúde, principalmente no caso das mulheres.

Uma pesquisa do ­go­verno de Barcelona concluiu que uma jornada de trabalho de mais de 40 horas semanais causa danos físicos e emocionais à saúde, principalmente no caso das mulheres.
O estudo, que será publicado nesta semana na revista “Scandinavian Journal of Work, Environment & Health”, indicou que o excesso de horas de trabalho tem consequências como ansiedade, depressão e problemas cardíacos.
A Agência de Saúde Pública de Barcelona concluiu que as mulheres são as mais prejudicadas porque acumulam mais funções entre casa e trabalho e “emocionalmente respondem pior à pressão”.
De acordo com os cientistas, uma longa jornada de trabalho, a partir de 40 horas por semana, afeta os homens principalmente por meio de distúrbios no sono.
Já as mulheres mostram mais sintomas como hipertensão, ansiedade, aumento de probabilidade de fumar, restrição de outras atividades de ócio e de prática de exercício e uma insatisfação geral.
Também foram observados transtornos psíquicos e hormonais. A pesquisa demonstrou que os homens têm cargas horárias maiores: 30,4% deles disseram trabalhar por mais de 40 horas, contra 17,1% de mulheres.
Mas as trabalhadoras dividem mais o tempo entre as tarefas domésticas e o trabalho­ fora de casa: 34,4% contra 9,2% de homens.
Em relação ao nível socioeconômico, as mulheres de classes mais baixas são as que trabalham mais horas. No caso dos homens é o contrário. Quanto mais alto o cargo de responsabilidade e o status salarial, maior é a carga horária. Na mesma proporção aumentam os riscos de problemas de saúde, já que segundo o estudo, são trabalhadores que dormem menos de seis horas ao dia.
Horas extras e falta de con­dições adequadas (baixos sa­lários, excesso de pressão, carência de materiais, ambiente ruim) afetam a saúde das mulheres de pior qualificação profissional, principalmente do setor de serviços, segundo a pesquisa. “As funcionárias de comércios, pequenas empresas, indústrias, bares e restaurantes são o coletivo mais vulnerável que precisaria de maior atenção pública em atividades de prevenção”, afirmaram os cientistas.
O estudo indicou ainda que as mulheres separadas e divorciadas triplicam as horas de trabalho comparadas com os homens no mesmo estado civil.
Os pesquisadores acompanharam 2.792 pessoas de diversas profissões e classes sociais durante um ano.

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