Trabalhadores dão 72 horas à Moto Honda

A Moto Honda da Amazônia voltou a parar na manhã de ontem. Entre os motivos apontados pelos funcionários da fábrica e por membros do Sindicato dos Metalúrgicos do Estado do Amazonas está a falta de pagamento de abono salarial, que não acontece desde 2008, entre outras questões envolvendo os direitos trabalhistas dos operários da fábrica. As atividades foram normalizadas ainda no período matinal.
De acordo com o secretário de saúde do Sindicato dos Metalúrgicos, Aivê Barbosa, as negociações entre a associação e a empresa estão sendo feitas. “A empresa já recebeu nossa solicitação a respeito do abono salarial e terá 72 horas para se posicionar. Se após esse período não recebermos nenhuma resposta, as atividades voltam a ser paralisadas”, declarou.
Ainda segundo Barbosa, funcionário da fábrica de motocicletas há mais de 20 anos, a empresa informou aos funcionários que o abono seria pago até o dia 31 de março deste ano. Mas, como nada aconteceu, os trabalhadores interromperam a produção e a diretoria da fábrica informou que o abono seria pago entre os dias 15 e 30 de maio próximos, de acordo com informações dos funcionários. “A gratificação, que funciona como um abono salarial, tem um valor variável que depende do desempenho e do salário de cada funcionário. O que os trabalhadores querem é que esse abono seja de 100% e não apenas de 90%, como o que querem pagar”, salientou. Durante o fim de semana, conforme Barbosa, o sindicato recebeu propostas da Moto Honda da Amazônia.
As negociações entre os trabalhadores e a empresa já estão sendo feitas desde o início do ano, quando os membros do sindicato apresentaram as suas reivindicações formalmente.
Barbosa contou ainda que, de início, a fábrica atribuiu a falta de pagamento à crise econômica mundial. “Passada a crise nada mudou. O prazo encerrou no dia 31 de março e não recebemos resposta para nenhuma das nossas solicitações. Caso a empresa não nos informe uma data concreta e um valor exato para o pagamento do abono, a paralisação dos trabalhos acontece novamente na próxima quinta-feira, 8”, ressaltou.
Entre outras reivindicações dos trabalhadores da Moto Honda da Amazônia estão a volta do direito a creche para funcionários com filhos até cinco anos de idade e melhora nas condições no ambiente de trabalho.
A Moto Honda da Amazônia emprega mais de 9.000 pessoas, distribuidos em três turnos e produz em torno de 6.000 unidades diariamente.
O Jornal do Commercio tentou ouvir a montadora, mas foi informado, por meio da assessoria de comunicação da empresa, que a multinacional distribuiria uma nota à imprensa falando sobre seu posicionamento sobre a questão ainda ontem. Até o fechamento desta edição, a diretoria ainda não havia se manifestado sobre o assunto.

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