Trabalhadores da Vulcaplast param por duas horas

Mesmo depois da Cosmoplast ter declarado falência, as indústrias do setor termoplástico parece que não aprenderam. Por conta disso, outra empresa teve suas operações paralisadas na manhã de quinta-feira, 16, a Vulcaplast.
Conforme o diretor do Conselho Fiscal do Sindplast (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Plástico), Tibúcio Vieira Fiscal, a companhia não estava cumprindo a convenção coletiva e havia atraso na entrega de cesta básica e pagamento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
Embora depois de duas horas a empresa tenha atendido as reivindicações dos funcionários, Fiscal detalha que há uma previsão preocupante de o ‘período de validade do empreendimento terminar em dezembro.
Atualmente, as indústrias de termoplásticos são responsáveis por uma parcela de 5,17% do faturamento de US$ 12.71 bilhões do PIM (Polo Industrial de Manaus). De janeiro a maio, segundo os indicadores da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), já houve acréscimo de 13,24% em comparação ao resultado de 2010, com US$ 657.14 milhões ante US$ 580.32.
Mesmo assim, segundo o presidente do Simplast (Sindicato das Indústrias de Material Plástico de Manaus), Carlos Monteiro, houve um ajuste muito injusto no caixa das empresas, já que muitos clientes fazem negócios levando em consideração o preço chinês, o que tem prejudicado o segmento, assim como vários outros setores instalados em Manaus.

Problemas financeiros

Monteiro explica que alguns empresários se submetem a essa condição e acabam sofrendo problemas financeiros, comprometendo o fluxo de caixa. O representante da entidade titular fala que esta prática de política de preços se torna perigosa, porque põe em risco uma série de pagamentos da empresa, neste caso, o dos trabalhadores.
O representante do sindicato dos trabalhadores afirma que, além da Cosmoplast e da Vulcaplast, a Ecopack também está sob a ‘mira’ da organização.
Fiscal comenta que o Sindplast tem elaborado ações para fazer com que as máquinas deixadas pela Cosmoplast sejam leiloadas, e sirvam para pagar as indenizações dos funcionários da ‘falecida’ empresa. Segundo ele, a dívida do estabelecimento, tanto trabalhistas quanto para seus fornecedores, chega a um total de R$ 80 milhões.

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