15 de abril de 2021

Trabalhadores brasileiros lutam pela redução da jornada de trabalho

As centrais sindicais lançaram na segunda-feira , em São Paulo, o abaixo-assinado pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais

As centrais sindicais lançaram na segunda-feira , em São Paulo, o abaixo-assinado pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, que será entregue ao Congresso Nacional para sensibilizar os parlamentares a aprovarem a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 393/2001.
As próximas manifestações de apoio à campanha serão realizadas em Brasília nesta quarta-feira e no Dia Internacional da Mulher, 8 de março, nas principais capitais do país.
De acordo com dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos), a redução de quatro horas semanais –de 44 para 40 horas– teria o impacto potencial de gerar mais de 2 milhões de postos de trabalho no país.
Para Rosane Silva, secretária de Política Sindical da CUT, “a redução da jornada sem redução de salários é um importante instrumento para a criação de empregos, para a distribuição de renda e melhoria das condições de vida do povo brasileiro”.
Desses, cerca de 1,3 milhão de empregos seriam só nas áreas de comércio e serviços, sendo 764.834 novas vagas nos serviços e 602.788 novos empregos no comércio. Serviço e comércio foram as áreas que mais crescem no país em 2007 –com mais de 1 milhão de novos postos de trabalho– e as que têm maior jornada de trabalho e com mais alto nível de exploração
O Dieese alerta que “para potencializar a geração de novos postos de trabalho, a redução da Jornada de Trabalho deve vir acompanhada de medidas como o fim das horas extras e uma nova regulamentação do banco de horas”.
Apesar do alto número de desempregados, o que se vê nos últimos anos é um grande número de pessoas realizando horas extras, acarretando diversos problemas relacionados à saúde como estresse, depressão, lesões por esforço repetitivo.
A economia brasileira apresenta condições favoráveis para essa redução, pois a produtividade do trabalho mais que dobrou nos anos 1990 e o custo com salários é baixo. “Os rendimentos, que sofreram forte redução na década de 90, apresentam apenas uma recuperação tímida nos últimos anos. No caso das mulheres e dos jovens, a situação é mais grave ainda, pois as taxas de desemprego para estes grupos são bem superiores à média em todas as regiões ”, diz o presidente da CUT, Artur Henrique.

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