Torneio de pesca esportiva de peixe de couro traz sucesso esperado

O feriado de 5 de setembro foi bastante agitado para os lados do lago do Janauari com a realização do I Torneio Internacional de Pesca Esportiva do Peixe de Couro, tendo como base de apoio o Complexo Selva Amazônica, que reúne restaurante, loja de artesanatos e pousada e está localizado na região onde existiu a turística Janauarylândia de 1967 até 1994.

O Torneio foi organizado por Carlos Serfaty, presidente da Federação Amazonense de Pesca Esportiva, e reuniu 21 pescadores divididos em nove equipes. Estiveram prestigiando o evento, e participando como pescadores, o secretário de Aquicultura e Pesca do Governo Federal, Jorge Seif, que conheceu um pouquinho da ictiofauna amazônica ao conseguir pescar dois jaús, cinco surubins, dois bico de pato e dois barbados, acompanhado por Guilherme Pessoa, superintendente federal de Agricultura, no Amazonas.

Guilherme Pessoa e Jorge Seif

Seif esteve em Manaus junto com Martha Seillier, secretaria do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), tratar da concessão do terminal pesqueiro de Manaus e aproveitou para conversar com empreendedores do segmento da aquariofilia e pesca artesanal do Estado.

“Do dia 16 ao dia 18 de outubro, Seif voltará a Manaus, junto com Ana Lúcia Viana, diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, e visitará a RDS (Reserva de Desenvolvimento Sustentável) Mamirauá, em Tefé, para tentar desentravar a pesca e comercialização do pirarucu em regiões distantes de Manaus, ainda complicadas devido a barreiras sanitárias”, explicou Guilherme.

Nova edição em 2021

Os troféus do I Torneio Internacional de Pesca Esportiva do Peixe de Couro

O Torneio teve início às 7h e prosseguiu até às 13h. Ganhava quem conseguisse pescar o maior peixe de couro. Peixe de couro é o mesmo bagre, ou peixe liso, desprovido de escamas, ou revestido de placas ósseas (como o nosso feio, e saboroso, bodó). Destacam-se nesta lista: surubim, mapará, apapá, pirarara, dourada, caparari, jaú, entre outros, e o mais temível de todos, não só por ser o maior, mas por ser carnívoro, a piraíba. Passando dos dois metros de comprimento, não são raras as histórias nos interiores amazônicos de pessoas devoradas por esta espécie de peixe, que habita nos peraus, as partes mais profundas dos rios, talvez por esse motivo, nenhum dos pescadores do Torneio tenha pescado uma.

Este ano mesmo, em fevereiro, Carlos já havia realizado outro torneio de pesca, o 1º Torneio Internacional de Pesca Esportiva, em Barcelos, município que já se tornou uma referência mundial na pesca esportiva do tucunaré. O evento reuniu mais de 200 pescadores, inclusive de seis outros estados e até de dois países. No dia primeiro de setembro o turismo de pesca esportiva voltou a acontecer em Barcelos, suspenso que estava desde o dia 19 de março devido à pandemia do novo coronavírus.

Neste torneio do lago Janauari, Carlos repetiu uma novidade lançada no torneio de Barcelos: a fiscalização do peixe feita pelo próprio pescador.

“Mas não tem como ter trapaça. É disponibilizada para o pescador uma régua. Ao pescar o peixe, ele deve colocá-lo sobre a régua obedecendo a critérios, como colocar o espécime de barriga para baixo, já que os peixes de couro têm a barriga lisa, e fotografar com seu celular”, falou.

De volta à base, é quando os fiscais entram em ação analisando as fotos e confirmando quem pescou o maior peixe.

“O peso não conta porque possivelmente o peixe maior é o mais pesado. Essa inovação também facilita a organização do evento porque não precisamos contar com os fiscais no barco dos pescadores”, disse.

O I Torneio Internacional de Pesca Esportiva do Peixe de Couro fez o sucesso esperado, tanto em número de patrocinadores quanto de pescadores participantes, por esse motivo Carlos já prometeu a segunda edição em 2021, também no lago Janauari.

Estrutura para a pesca

Guilherme Silva, um dos proprietários do Complexo Selva Amazônica, junto com os irmãos Jefferson e Janderson, revelou que outros eventos de pesca têm sido realizados no Janauari, usando como base o Complexo, devido as águas do lago serem bastante piscosas.

“Não só peixes lisos, mas uma infinidade de outras espécies podem ser fisgadas aqui: tucunaré, aruanã, curimatã, sardinha, sardinhão, tambaqui e até pirarucu, dependendo da época. Cada espécie tem sua época”, acrescentou.

O Parque Ecológico do Lago Janauari possui uma área de nove mil hectares de matas de terra firme, várzea e igapó e está inserido na APA (Área de Proteção Ambiental) Encontro das Águas, fenômeno pelo qual se passa da ida de Manaus até o lago. A região é rica de natureza amazônica com pássaros nas árvores, mergulhões pescando nas águas do lago, micos de cheiro, sumaúmas e áreas repletas de vitórias-régias, a planta símbolo da Amazônia.

O Complexo Selva Amazônica funciona diariamente e fornece toda a estrutura para quem quiser pescar.

“Temos canoas, caniços, anzóis e iscas, mas se o pescador quiser trazer seu equipamento não tem problema”, avisou.

Outras informações sobre o Complexo podem ser obtidas através do: 9 9498-8248.

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