Tolmasquim diz que Brasil pode ajudar Argentina após as chuvas

O presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Maurício Tolmasquim, disse que o Brasil...

O presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Maurício Tolmasquim, disse que o Brasil só poderá enviar energia para a Argentina a partir de abril, quando termina o período de chuvas. Ele explicou que a situação está sendo avaliada e não detalhou as condições de um possível intercâmbio.
Tolmasquim lembrou que, ano passado, foi enviada pequena quantidade de energia para o país vizinho, abaixo do que está sendo estudado agora. Ele descartou, por enquanto, o corte do fornecimento de gás vindo da Bolívia para o Brasil em favor da Argentina.
“A gente precisa do gás, mas existe intenção de se estudar o envio de energia para lá. Isso acontecerá se houver margem no período de inverno. Temos que ver também as questões comerciais”, afirmou ele, que participa de seminário no Rio, promovido pela Apine (Associação dos Produtores Independentes de Energia Elétrica).
Tolmasquim acrescentou que, no momento, não há condições de se enviar energia para a Argentina. Ainda em relação ao gás, ele explicou que seria mais vantajoso financeiramente para a Bolívia deixar de fornecer para o Brasil em favor da Argentina, pois o preço vendido ao Brasil ficaria abaixo do negociado com o país vizinho.
Ele ressaltou, no entanto, que o contrato firmado entre Bolívia e Brasil prevê multa em caso de rompimento unilateral.

Preços
baixos

O diretor-geral do ONS (Operador Nacional do Sistema), Hermes Chipp, afirmou que existe tendência que as térmicas gerem mais energia em 2008 em função de preços mais baixos no mercado, já que com maior oferta de gás, fica mais barato gerar a mesma quantidade e energia.
Aliado a isso, existe a possibilidade da criação de um nível adicional de segurança para as hidrelétricas que, se for aprovado, demandará mais geração de termelétrica para que os reservatórios sejam poupados. Segundo Chipp, a medida pode ser aprovada já em março.

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