Tocha Olímpica chega a Manaus em junho

Emyle Araújo
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Eles têm em comum a paixão pelo esporte, por sua cidade e uma história de vida e realizações recheadas de espírito olímpico. Os exemplos que carregam estarão em evidência no dia 19 de junho, quando todos os olhares estarão voltados para estes e outras 170 pessoas que terão a missão de conduzir a Tocha Olímpica pelas ruas de Manaus.
Na capital amazonense, a chama olímpica irá percorrer cerca de 36 quilômetros. Além disso, ela passará pelos municípios de Iranduba e Presidente Figueiredo. Os escolhidos para esse momento mágico já estão tomados pela ansiedade e pela emoção.
“Por que você quer carregar a tocha?”, essa era a pergunta principal, feita para quem desejasse participar da seleção dos condutores. O Comitê Olímpico Rio 2016 estava à procura de pessoas que, de alguma forma, tivessem realizado um trabalho especial em sua cidade.
Nesse processo, uma das escolhidas foi a pedagoga Franciná Lira, 36, que hoje realiza atividades no Parque Cidade da Criança. Franciná é só ansiedade desde que recebeu a confirmação. “Quando li o e-mail, passou um filme na minha cabeça: de todo trabalho que realizei com tanta dedicação”, lembra. A pedagoga realizou, em 2015, a exposição “Mulheres Vidradas”, que reunia, dentro de garrafas, poemas em homenagem a mulheres.
O atleta amazonense Tasso Alves, da Luta Olímpica, é outro selecionado para participar do revezamento da tocha olímpica. Um dos principais nomes do wrestling no Amazonas, ele arrisca que a escolha do seu nome foi uma forma de reconhecimento pelo esforço dedicado ao esporte. “Tenho 27 anos e 23 deles dedicados ao esporte. Comecei aos quatro, no judô, percorri o Brasil todo, além de países como EUA, México, Argentina, Venezuela e Colômbia. Ser indicado é muito gratificante, isso representa um prêmio para mim”, destaca.
Segundo o atleta, o esporte mudou sua vida, pois lhe ensinou disciplina, respeito e ética. “É um momento único e só o que desejo é ter saúde e poder dar minha contribuição, de alguma forma, para o esporte amazonense”, comenta. Tasso disputa na Croácia, em junho, o Mundial Beach Wrestling, modalidade em que é campeão. Ele prometeu continuar brigando pelo sonho olímpico e a expectativa é que em 2020 essa meta se concretize.
Assim como Tasso, a professora Michelle Nunes realizou uma ação significativa. Na Escola Municipal Professor Caio Carlos F. de Medeiros foi implantado o primeiro parque inclusivo em uma escola pública de Manaus, projeto da professora, que contou com a ajuda da comunidade. O ato resultou no Prêmio Nacional do MEC em 2015.
O bancário Igor Sérgio também foi selecionado para assumir a responsabilidade na capital amazonense. Adepto de diferentes modalidades esportivas, Igor é conhecido por influenciar os colegas de trabalho a praticarem esportes. Nos últimos cinco anos, ele já participou das principais corridas de rua pelo Brasil. “Quando recebi a confirmação compartilhei nas redes sociais e recebi incentivo de vários amigos de corrida que disseram se sentir representados por mim”, adianta.
Outro escolhido para conduzir a tocha traz uma história de superação. Carlos Esteves Rodrigues, que chegou a pesar 175 quilos, descobriu que, com força de vontade, poderia perder os quilos a mais e recuperar a saúde. Carlos já correu a São Silvestre, em São Paulo, subiu o Monte Roraima e agora vai viver a emoção de carregar a tocha olímpica.

Para acompanhar ao vivo

O site oficial das Olimpíadas disponibiliza um calendário com todo o itinerário por onde a tocha já passou e vai passar no Brasil. No portal, é possível acompanhar ao vivo onde a tocha está e um pouco da história dos quase 12 mil condutores escolhidos em todo o país. https://www.rio2016.com/revezamento-da-tocha

Significado da Tocha Olímpica

A Tocha Olímpica, ou Fogo Olímpico, é um importante símbolo das Olimpíadas. Comemorando o roubo do fogo do deus grego Zeus por Prometeus, sua origem vem da Grécia Antiga, onde o fogo era mantido por toda a celebração nos Jogos Olímpicos da Antiguidade. A Tocha Olímpica, com seu significado ancestral, foi reintroduzida nos Jogos Olímpicos de 1928, e faz parte das Olimpíadas Modernas desde então. O percurso da Tocha Olímpica foi introduzido nos Jogos Olímpicos de Berlim 1936.
Atualmente, a Tocha Olímpica é acesa vários meses antes e seu revezamento termina um dia antes da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos. A última pessoa a levar a tocha é tradicionalmente mantida em segredo até o último momento e geralmente é uma celebridade esportiva do país anfitrião. Ela corre até a pira, geralmente colocada no topo de uma grande escadaria, e então a acende com o Fogo Olímpico. Depois disso, o Fogo Olímpico queima na pira até ser apagado na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos.

Chama que não se apaga desde a Grécia

A cada edição, diferentes tecnologias são empregadas para evitar que a chama se apague debaixo de chuva, por falta de combustível ou outra intempérie. Por garantia, ainda na Grécia, a equipe organizadora já acende uma chama reserva dias antes da chama principal nascer. O objetivo é evitar que um dia nublado estrague a festa, apague o fogo e haja dificuldade em acender o fogo, mesmo com a utilização de lentes especiais.
Da mesma forma, em cada cidade-sede, o comitê local mantém uma chama reserva para eventualidades. Em seu deslocamento nesses anos, o fogo olímpico já cruzou o Canal da Mancha de navio, enfrentou a neve, mergulhou até a Grande Barreira de Corais, na Austrália, chegou ao espaço, andou de cavalo e camêlo e viajou em canoas indígenas.

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